Questão de Português — Sintaxe — FCC 2016
- Código
- fc031823
- Banca
- FCC
- Órgão
- SEDU-ES
- Ano
- 2016
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor - Língua Portuguesa
- Aquando.
- Bjá.
- Cmesmo assim.
- Dmas.
- Ese.
GabaritoC — mesmo assim.
O texto-base que continha a oração não está disponível. A resolução baseia-se exclusivamente no conhecimento das conjunções/locuções concessivas e nas definições fornecidas no enunciado.
Gabarito: letra C. A única alternativa que pode iniciar uma oração com valor concessivo, conforme as definições de PERINI, CASTILHO e CUNHA & CINTRA, é "mesmo assim". As demais conjunções/expressões não expressam concessão.
Conjunção/Expressão | Valor semântico | Exemplo |
|---|---|---|
quando | Temporal | "Quando cheguei, ele já saiu." |
já | Temporal / Inclusão | "Já falei sobre isso." |
mesmo assim | Concessivo | "Estava cansado, mesmo assim foi." |
mas | Adversativo | "Queria ir, mas não pôde." |
se | Condicional / Causal | "Se chover, não saio." |
A conjunção "quando" introduz oração temporal, não concessiva. Exprime circunstância de tempo, não uma ideia contrária mas incapaz de impedir a ação principal.
O advérbio "já" pode ter valor temporal ou de inclusão, mas não estabelece relação concessiva. Não encabeça oração que expresse fato contrário à ação.
A locução "mesmo assim" é tipicamente concessiva: introduz uma consideração que, embora contrária à expectativa criada pela oração anterior, não impede a ação. Corresponde exatamente à noção de "fato contrário à ação principal, mas incapaz de impedi-la" (CUNHA & CINTRA) e "consideração que diminui a força de um argumento" (PERINI).
A conjunção "mas" é adversativa, não concessiva. Expressa oposição direta entre dois termos, sem que um deles seja uma ressalva que não impede o outro (característica da concessão).
A conjunção "se" introduz oração condicional ou causal, nunca concessiva. Expressa condição ou hipótese, não uma ideia contrária que se admite sem impedir a ação.
Conclusão: Apenas "mesmo assim" (alternativa C) pode iniciar a oração do texto que exemplifica as ponderações dos gramáticos sobre orações concessivas.
Sujeito nunca tem preposição
Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.
— Sintaxe — identificação do sujeito
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