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Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2016

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fc032509
Banca
FCC
Órgão
SEGEP-MA
Ano
2016
Nível
Superior
Cargo
Auditor Fiscal da Receita Estadual - Administração Tributária - Conhecimentos Gerais
E completou sua crônica acusando o fato de que os idosos costumam se apoiar em lembranças inventadas, em algo que efetivamente não conheceram.A frase acima permanecerá correta caso os segmentos sublinhados sejam substituídos, respectivamente, por:
  1. Arecorrer de − em algo cujo de fato não conheceram
  2. Brecorrer com − por algo que apenas julgam ter conhecido
  3. Cvaler-se de − de algo que de fato não lograram conhecer
  4. Dse valer por meio de − com algo de que desconheceram, de fato
  5. Eatribuir-se com − algo de que não conheceram factualmente
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GabaritoC — valer-se de − de algo que de fato não lograram conhecer

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reescritura de segmentos – equivalência semântica e regência verbal

Gabarito: letra C.

A única alternativa que substitui corretamente os dois segmentos sublinhados, mantendo o sentido e a correção gramatical, é a C: "valer-se de" em lugar de "se apoiar em", e "de algo que de fato não lograram conhecer" em lugar de "em algo que efetivamente não conheceram".

Análise passo a passo:

  • O verbo "valer-se de" é sinônimo de "se apoiar em" no sentido de usar ou basear-se em algo. A regência exige a preposição de, e não em.

  • Já o segundo segmento: "de algo que de fato não lograram conhecer" mantém o sentido original (eles nunca conheceram aquilo) e a preposição de é exigida pelo verbo anterior (valer-se de algo). A expressão "não lograram conhecer" equivale a "não chegaram a conhecer", ou seja, nunca conheceram – mesmo sentido de "efetivamente não conheceram".

Alternativa A — ❌ Incorreta

"recorrer de": a regência correta de recorrer é a (recorrer a algo), não de. Além disso, "cujo de fato não conheceram" é inadequado: cujo exige um termo possuído, que está ausente. Erro de regência e construção.

Alternativa B — ❌ Incorreta

"recorrer com" é igualmente errado; o verbo recorrer não rege com. A substituição por "por algo que apenas julgam ter conhecido" altera o sentido original (que afirma categoricamente que eles não conheceram, não que apenas julgam ter conhecido).

Alternativa C — ✅ Correta

Conforme explicado, "valer-se de" + "de algo que de fato não lograram conhecer" preserva o sentido e respeita a regência. A troca de efetivamente por de fato e de não conheceram por não lograram conhecer é semanticamente equivalente.

Alternativa D — ❌ Incorreta

"se valer por meio de" é uma construção artificial e prolixa; a forma natural é valer-se de. Além disso, "com algo de que desconheceram" usa a preposição com de forma inadequada e desconhecer não exige de; o correto seria simplesmente desconheceram algo.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"atribuir-se com" não tem relação semântica com se apoiar em; atribuir-se significa tomar para si, não se basear. A regência também está errada (atribuir-se algo, não com algo).

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora o conhecimento de regências verbais e a necessidade de manter a preposição adequada ao novo verbo. Muitos candidatos escolhem alternativas que parecem fazer sentido, mas trocam a preposição ou o verbo por um sinônimo imperfeito.

Conclusão: apenas a alternativa C respeita a regência e o sentido originais. Gabarito: letra C.

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