E completou sua crônica acusando o fato de que os idosos costumam se apoiar em lembranças inventadas, em algo que efetivamente não conheceram.A frase acima permanecerá correta caso os segmentos sublinhados sejam substituídos, respectivamente, por:
Arecorrer de − em algo cujo de fato não conheceram
Brecorrer com − por algo que apenas julgam ter conhecido
Cvaler-se de − de algo que de fato não lograram conhecer
Dse valer por meio de − com algo de que desconheceram, de fato
Eatribuir-se com − algo de que não conheceram factualmente
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GabaritoC — valer-se de − de algo que de fato não lograram conhecer
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Reescritura de segmentos – equivalência semântica e regência verbal
Gabarito: letra C.
A única alternativa que substitui corretamente os dois segmentos sublinhados, mantendo o sentido e a correção gramatical, é a C: "valer-se de" em lugar de "se apoiar em", e "de algo que de fato não lograram conhecer" em lugar de "em algo que efetivamente não conheceram".
Análise passo a passo:
O verbo "valer-se de" é sinônimo de "se apoiar em" no sentido de usar ou basear-se em algo. A regência exige a preposição de, e não em.
Já o segundo segmento: "de algo que de fato não lograram conhecer" mantém o sentido original (eles nunca conheceram aquilo) e a preposição de é exigida pelo verbo anterior (valer-se de algo). A expressão "não lograram conhecer" equivale a "não chegaram a conhecer", ou seja, nunca conheceram – mesmo sentido de "efetivamente não conheceram".
Alternativa A — ❌ Incorreta
"recorrer de": a regência correta de recorrer é a (recorrer a algo), não de. Além disso, "cujo de fato não conheceram" é inadequado: cujo exige um termo possuído, que está ausente. Erro de regência e construção.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"recorrer com" é igualmente errado; o verbo recorrer não rege com. A substituição por "por algo que apenas julgam ter conhecido" altera o sentido original (que afirma categoricamente que eles não conheceram, não que apenas julgam ter conhecido).
Alternativa C — ✅ Correta
Conforme explicado, "valer-se de" + "de algo que de fato não lograram conhecer" preserva o sentido e respeita a regência. A troca de efetivamente por de fato e de não conheceram por não lograram conhecer é semanticamente equivalente.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"se valer por meio de" é uma construção artificial e prolixa; a forma natural é valer-se de. Além disso, "com algo de que desconheceram" usa a preposição com de forma inadequada e desconhecer não exige de; o correto seria simplesmente desconheceram algo.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"atribuir-se com" não tem relação semântica com se apoiar em; atribuir-se significa tomar para si, não se basear. A regência também está errada (atribuir-se algo, não com algo).
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora o conhecimento de regências verbais e a necessidade de manter a preposição adequada ao novo verbo. Muitos candidatos escolhem alternativas que parecem fazer sentido, mas trocam a preposição ou o verbo por um sinônimo imperfeito.
Conclusão: apenas a alternativa C respeita a regência e o sentido originais. Gabarito: letra C.