Posição contrária à do cronista
Gabarito: letra A. O autor do texto considera a crônica de Calligaris polêmica e, ao final, levanta uma hipótese que contradiz a visão do cronista. Enquanto Calligaris critica a nostalgia como baseada em lembranças inventadas, o autor pergunta: “Resta saber se a imaginação do vivido, para esses velhos, não é em si mesma uma sensação real e necessária, no final da vida.” Essa frase sugere que a imaginação tem peso de realidade e é motivada por uma necessidade – exatamente o que afirma a alternativa A.
Análise das alternativas
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
“Resta saber se a imaginação do vivido, para esses velhos, não é em si mesma uma sensação real e necessária, no final da vida.”
A passagem confirma que o exercício da imaginação é visto como uma sensação real e necessária, ou seja, “tem peso de realidade em si mesmo”.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Erro: extrapolação (fora do escopo). O texto não afirma que os velhos falseiam o passado “com toda a consciência disso”. A crônica de Calligaris menciona “idealização fantasiosa”, mas o autor não discute o grau de consciência.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Erro: extrapolação (fora do escopo). Não há qualquer menção a “precárias condições de saúde” no texto.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Erro: extrapolação (fora do escopo). A “avareza mesquinha” é um dos traços apontados por Calligaris, mas a hipótese final do autor trata da imaginação, não da mesquinharia. Além disso, a perda de ilusões não é abordada.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Erro: extrapolação (fora do escopo). A hipótese final é positiva (sensação real e necessária), enquanto a alternativa trata a invenção de lembranças como um “ônus”, o que se alinha à crítica de Calligaris, não à posição contrária do autor.
Conclusão: A única alternativa que expressa a hipótese contrária à do cronista é a letra A.