Questão de Administração Geral — Liderança e Motivação — FCC 2016
Administração Geral›Liderança e Motivação
Código
fc033597
Banca
FCC
Órgão
TRT - 20ª REGIÃO (SE)
Ano
2016
Nível
Superior
Cargo
Analista Judiciário - Administrativa
Os primeiros estudos sobre liderança enfocam, precipuamente, os traços de personalidade do líder, que o diferenciariam dos não líderes. Nesse sentido, a liderança era considerada algo nato. Tal abordagem, contudo, mostrou-se incompleta para explicar todos os aspectos que envolvem a liderança, notadamente para distinguir os líderes eficazes dos não eficazes. Para suprir tais lacunas, surgiram as denominadas teorias
Acognitivas, que consideram que a liderança pode ser aprendida, independentemente de quaisquer características específicas do indivíduo.
Bcomportamentais, que extrapolam os traços de personalidade natos do líder, buscando atingir habilidades que podem ser desenvolvidas a partir de treinamentos.
Csituacionais, que apontam que o comportamento do líder considera, também, as contingências e situações apresentadas pelo ambiente de trabalho.
Destruturalistas, que apregoam que a liderança é um fator externo ao indivíduo, decorrente da estrutura de poder da organização.
Einstitucionais, que consideram, simultaneamente, os traços individuais, passíveis de aprimoramento, e as características exógenas, decorrentes da posição ocupada na instituição.
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GabaritoC — situacionais, que apontam que o comportamento do líder considera, também, as contingências e situações apresentadas pelo ambiente de trabalho.
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Teorias de Liderança: evolução dos traços às situacionais
Gabarito: letra C. A abordagem dos traços de personalidade mostrou-se insuficiente para explicar a eficácia da liderança, pois não considerava o contexto. Para suprir essa lacuna, surgiram as teorias situacionais (ou contingenciais), que defendem que o estilo de liderança mais adequado depende das contingências e situações do ambiente, conforme descrito na alternativa C.
A banca testa o conhecimento sobre a evolução das teorias de liderança. A sequência clássica é: Teoria dos Traços (inata) → Teorias Comportamentais (comportamento aprendido) → Teorias Situacionais/Contingenciais (contexto). No entanto, o enunciado destaca especificamente a necessidade de considerar o ambiente para distinguir líderes eficazes, o que é o cerne das teorias situacionais.
Teoria
Foco Principal
Característica Central
Exemplo Clássico
Cognitivas
Processos mentais (percepção, decisão)
Liderança pode ser aprendida, independentemente de traços
Teoria da Atribuição
Comportamentais
Comportamento observável
Habilidades desenvolvidas por treinamento (estilos universais)
Estilos Autocrático, Democrático, Liberal
Situacionais
Contexto e contingências
Estilo deve adaptar-se ao ambiente, tarefa e liderados
Fiedler; Hersey e Blanchard
Estruturalistas
Estrutura organizacional e poder
Liderança é fator externo, decorrente da posição hierárquica
Teoria da Burocracia
Institucionais
Traços individuais + fatores exógenos
Combinação de características pessoais e posição institucional
Abordagem integrativa
1Teoria dos Traços
2Teorias Comportamentais
3Teorias Situacionais
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Alternativa A — ❌ Incorreta
As teorias cognitivas não são as que emergiram para suprir as falhas da teoria dos traços. Elas são mais recentes e focam em processos mentais, como percepção e tomada de decisão, não sendo a abordagem clássica subsequente.
Alternativa B — ❌ Incorreta
As teorias comportamentais de fato surgiram em oposição à teoria dos traços, defendendo que a liderança pode ser aprendida. Contudo, elas ainda buscavam um estilo universal de comportamento eficaz (autocrático, democrático, liberal), sem incorporar variáveis situacionais. A questão pede teorias que consideram "as contingências e situações apresentadas pelo ambiente", o que é característico das situacionais.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
As teorias situacionais (também chamadas contingenciais) preconizam que o estilo de liderança deve se adaptar ao contexto: características dos liderados, da tarefa, do ambiente etc. Exemplos clássicos são a Teoria da Contingência de Fiedler e a Teoria Situacional de Hersey e Blanchard. Portanto, a descrição da alternativa C está correta.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A teoria estruturalista foca na estrutura organizacional e nas relações de poder, não na liderança como processo adaptativo ao contexto. Não é a abordagem que surgiu imediatamente após a teoria dos traços para explicar a eficácia.
Alternativa E — ❌ Incorreta
As teorias institucionais tratam de isomorfismo, legitimidade e pressões do ambiente institucional, não sendo uma teoria de liderança propriamente dita. A descrição de considerar traços individuais e características exógenas se aproxima mais de uma abordagem integrativa, mas não é a que historicamente preencheu a lacuna apontada.
NÃO CAIA NESSA!
Cuidado para não confundir teorias comportamentais com situacionais. A banca explora a diferença sutil: as comportamentais acreditam que comportamentos eficazes podem ser aprendidos (treinamento), enquanto as situacionais afirmam que não existe um estilo único — tudo depende do contexto. O enunciado destaca exatamente a dependência do ambiente (“contingências e situações”), então a resposta é situacional.