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Questão de Banco de Dados — DER - Diagrama de Entidade e Relacionamento — FCC 2016

Banco de DadosDER - Diagrama de Entidade e Relacionamento
Código
fc034337
Banca
FCC
Órgão
TRT - 23ª REGIÃO (MT)
Ano
2016
Nível
Superior
Cargo
Analista Judiciário - Tecnologia da Informação
Um Analista está desenvolvendo um Modelo Entidade-Relacionamento do banco de dados de um tribunal sob uma perspectiva lógica e parte do modelo é formado pelas duas entidades abaixo, relacionadas com cardinalidade n:m. A entidade Processo contém os atributos:− NuM_Seq (número sequencial do processo por unidade de origem) − valor inteiro − (PK).− Dig (dígito verificador)− valor inteiro − (PK).− Ano (ano do ajuizamento)− valor inteiro− (PK).− Org (órgão ou segmento do Poder Judiciário, sendo 5 o correspondente à Justiça do Trabalho) − valor inteiro. − Tribunal (tribunal do segmento do Poder Judiciário, sendo 23 para o TRT da 23ª Região) − valor inteiro (FK).− Origem (unidade de origem do processo, sendo 4 zeros para o TRT)− valor inteiro. A entidade Advogado contém os atributos:− Num_OAB (número da OAB) − cadeia de caracteres− primary key. − Nome (nome do advogado)− cadeia de caracteres.− Telefone (telefone residencial e comercial) − cadeia de caracteres. Considerando que Advogado acompanha Processo,
  1. Ao atributo Num_OAB precisa aparecer também na entidade Processo, como chave estrangeira, para garantir a integridade referencial entre os dados.
  2. Bo relacionamento não pode ser n:m, pois em cada Processo não se pode referenciar mais do que um Advogado para cada uma das partes, logo, trata-se de um relacionamento 1:n.
  3. Co atributo Tribunal não pode ser chave estrangeira na entidade Processo, pois dos Tribunais não há necessidade de se cadastrar nada além do número.
  4. Dna implementação das tabelas, o relacionamento n:m deverá ser dividido em duas relações 1:n e uma nova tabela deverá ser criada para representar o relacionamento.
  5. Ecomo a relação é n:m, os atributos chave primária da entidade Processo devem aparecer na entidade Advogado como chave estrangeira e vice-versa.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — na implementação das tabelas, o relacionamento n:m deverá ser dividido em duas relações 1:n e uma nova tabela deverá ser criada para representar o relacionamento.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Modelo Entidade-Relacionamento: Implementação de Relacionamento N:M

Gabarito: letra D. No modelo relacional, um relacionamento muitos-para-muitos (N:M) não pode ser mapeado diretamente adicionando chaves estrangeiras nas tabelas originais. A implementação correta exige a criação de uma tabela associativa (ou tabela de ligação) que se relaciona em 1:N com cada uma das entidades originais, contendo as chaves primárias de ambas como chaves estrangeiras e, normalmente, compondo a chave primária da nova tabela.

O erro comum é pensar que as chaves estrangeiras devem ser colocadas nas próprias entidades (alternativas A e E) ou que a cardinalidade é interpretada como 1:N (alternativa B). A alternativa C aborda um detalhe sobre chave estrangeira de Tribunal, que é perfeitamente possível.

Vamos analisar cada alternativa:

Critério

Relacionamento N:M

Relacionamento 1:N

Relacionamento 1:1

Tabela associativa necessária?

Sim, obrigatória

Não

Não

Chave estrangeira

Em tabela separada (associativa)

Na tabela do lado N

Em qualquer uma das tabelas

Exemplo de implementação

Processo_Advogado (NuM_Seq, Dig, Ano, Num_OAB)

Processo contém FK de Cliente

Processo contém FK de Parecerista

Cardinalidade resultante

Duas relações 1:N (entidade → tabela associativa)

Uma relação 1:N direta

Uma relação 1:1 direta

Risco de redundância

Baixo (dados normalizados)

Médio (se houver repetição desnecessária)

Baixo

Aplicação no cenário

Processo ↔ Advogado (muitos para muitos)

Processo ↔ Tribunal (um tribunal para muitos processos)

Processo ↔ Relator (um relator por processo)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que o atributo Num_OAB deve aparecer na entidade Processo como chave estrangeira. Em um relacionamento N:M, isso não é suficiente, pois um processo pode ter vários advogados e um advogado pode atuar em vários processos — colocar a chave de um lado no outro criaria repetição de dados e violaria a normalização. A solução é criar uma tabela separada para o relacionamento.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Questiona a cardinalidade N:M, afirmando que seria 1:N porque cada processo não pode ter mais de um advogado por parte. A questão, porém, já informa que a cardinalidade é N:M (Advogado acompanha Processo, e cada processo pode ter múltiplos advogados, e cada advogado pode atuar em múltiplos processos). Não cabe reavaliar a cardinalidade com base em suposições.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Diz que o atributo Tribunal não pode ser chave estrangeira na entidade Processo. Não há impedimento: Tribunal é um atributo que referencia outra tabela (de Tribunais), e é perfeitamente válido como chave estrangeira, independentemente do relacionamento N:M com Advogado. A chave estrangeira para Tribunal não interfere no mapeamento do relacionamento N:M.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Descreve exatamente o procedimento: um relacionamento N:M é implementado dividindo-o em duas relações 1:N com uma nova tabela (tabela associativa). Essa tabela conterá os pares de chaves primárias de Processo e Advogado, garantindo a integridade referencial e permitindo a representação do relacionamento muitos-para-muitos.

PEGA ESSA DICA!

Sempre que vir cardinalidade N:M no modelo conceitual, lembre-se: no modelo relacional, será necessário criar uma tabela extra. As chaves estrangeiras ficam nela, não nas tabelas originais.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Propõe que as chaves primárias de Processo apareçam em Advogado e vice-versa. Isso criaria redundância e problemas de atualização. A abordagem correta é a tabela de ligação (alternativa D), não a colocação mútua de chaves estrangeiras.

Conclusão: A única alternativa que descreve corretamente a implementação de um relacionamento N:M é a letra D.

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