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Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — FCC 2016

PortuguêsNoções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Código
fc034441
Banca
FCC
Órgão
TRT - 23ª REGIÃO (MT)
Ano
2016
Nível
Superior
Cargo
Analista Judiciário - Área Judiciária
De acordo com o texto,
  1. Ao modo como a autora apresenta a definição da planta mulungu, a partir do dicionário, permite-lhe inferir como seriam as sementes, cuja lembrança já desgastada pauta-se por um critério muito mais afetivo do que visual.
  2. Bas sementes de mulungu terminam por ser um pretexto para que a autora retrate, com a narração de um causo, sua relação com a avó e a memória guardada do pai, que não participava das caminhadas pelo Jardim Botânico.
  3. Capesar da preocupação da avó, para quem as bromélias e a grama − note-se o termo lâminas a ela associado − punham a criança em risco, o convívio com a natureza era o principal motivo das visitas diárias ao Jardim Botânico.
  4. Do mulungu era colhido pela autora quando criança, em seus passeios pelo Jardim Botânico, mas era pouco valorizado por sua avó, que secretamente se desfazia das sementes ornamentais que a neta encontrava.
  5. Ehoje a escritora guarda uma memória pequena como as sementes do mulungu, mas tão expressiva quanto aquelas manhãs em que sua avó a levava para passear no Jardim Botânico.
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GabaritoE — hoje a escritora guarda uma memória pequena como as sementes do mulungu, mas tão expressiva quanto aquelas manhãs em que sua avó a levava para passear no Jardim Botânico.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Análise da questão - Mulungu e memória

Gabarito: letra E. O texto encerra-se com a frase: "Dos mulungus, só me ficou a memória − essa memória mínima." A alternativa E parafraseia essa ideia, relacionando a memória "pequena" (mínima) à grandeza das manhãs de infância, que o texto associa à quantidade de mulungus catados. Não há acréscimo ou contradição.


Alternativa A — ❌ Incorreta

A afirmação de que a definição do dicionário "permite-lhe inferir como seriam as sementes" é falsa: a autora já conhecia as sementes (catava-as desde criança) e consulta o dicionário apenas para confrontar a descrição, chamando de "mentira" o tamanho de feijão. A lembrança não é "desgastada" – o texto é rico em detalhes visuais. Erro: extrapolação e contradição.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O mulungu não é "pretexto" para retratar o pai; este é mencionado apenas numa fala da avó. Além disso, não há "narração de um causo" com o pai ausente – o foco é a relação com a avó e a memória pessoal. Erro: tangencia o texto e acrescenta informação não presente.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O texto não menciona qualquer preocupação da avó com riscos das bromélias ou grama. A palavra "lâminas" é usada em sentido figurado para descrever as folhas de grama, sem conotação de perigo. O principal motivo das visitas era catar mulungu, não "convívio com a natureza" em sentido amplo. Erro: contradiz o texto.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O texto sugere que a avó recolocava as sementes nas folhagens para que a neta as encontrasse novamente – o que indica cuidado e valor, não desprezo. Dizer que a avó "secretamente se desfazia" é o oposto do que está implícito. Erro: contradiz o texto e extrapola.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"Dos mulungus, só me ficou a memória − essa memória mínima."

A autora chama a memória de "mínima" (pequena), mas ao longo do texto mostra como aquelas manhãs eram grandiosas ("a grandeza das manhãs se media pela quantidade de mulungus"). A alternativa E capta exatamente essa dualidade: memória pequena, mas expressiva, ligada aos passeios com a avó. É uma paráfrase fiel.

Gabarito: letra E

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