Considerando-se o contexto, comprova-se uma plena compreensão do sentido de um segmento do texto em:
Aas “seletas” adotadas eram implacáveis (1° parágrafo) = as antologias valorizadas eram perniciosas.
BModernismo? Quase nada (1 parágrafo) = o Modernismo ainda estava por ocorrer.
Cnão se passava a mão na cabecinha dos adolescentes (2° parágrafo) = não se era condescendente com os jovens.
Dhavia aberrações nessa didática conservadora (2° parágrafo) = essa pedagogia ineficaz tinha algumas qualidades.
Esem querer recuar para programas obsoletos (3° parágrafo) = sem o anacronismo de programas subjetivos.
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GabaritoC — não se passava a mão na cabecinha dos adolescentes (2° parágrafo) = não se era condescendente com os jovens.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Leitura e paráfrase – expressão "passar a mão na cabecinha"
Gabarito: letra C. A única paráfrase que capta o sentido contextual é a que interpreta corretamente a expressão idiomática "não se passava a mão na cabecinha dos adolescentes" como "não se era condescendente com os jovens". As demais alternativas ou invertem o sentido, ou trocam o referente, ou cometem troca de conceito.
Alternativa A — ❌ Incorreta
"as ‘seletas’ adotadas eram implacáveis" (1° parágrafo)
O texto diz que as seletas não buscavam o gosto já formado do estudante e que ofereciam textos consagrados do século XIX. "Implacáveis" significa "que não cedem", "inflexíveis", mas a paráfrase troca por "perniciosas" (= prejudiciais), o que é uma troca de conceito: o adjetivo original não expressa juízo de dano, e sim de exigência. ❌ Erro:troca de conceito.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"Modernismo? Quase nada" (1° parágrafo)
O autor afirma: "Modernismo? Quase nada (certamente uma pena, diga-se)". Isso indica que havia muito pouco conteúdo modernista na seleção, não que o Modernismo ainda não tivesse ocorrido. ❌ Erro:extrapolação (acrescenta informação histórica que o texto não sustenta).
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"não se passava a mão na cabecinha dos adolescentes" (2° parágrafo)
A expressão idiomática "passar a mão na cabecinha" significa ser condescendente, mimar, tratar com excesso de indulgência. O texto afirma exatamente o oposto: "não se passava a mão na cabecinha"; ou seja, não se era condescendente. A paráfrase mantém integralmente esse sentido. ✅ Paráfrase fiel.
O texto afirma: "Certamente havia aberrações... mas havia também o estímulo para a dificuldade". "Aberrações" são coisas negativas (desvios, erros). A paráfrase troca por "essa pedagogia ineficaz tinha algumas qualidades", o que inverte o sinal valorativo: a expressão original fala de aspectos negativos, não de qualidades. ❌ Erro:inversão de sentido (contradiz o texto).
Alternativa E — ❌ Incorreta
"sem querer recuar para programas obsoletos" (3° parágrafo)
O autor usa "programas obsoletos" (= ultrapassados, antiquados). A paráfrase troca por "programas subjetivos" (= pessoais, arbitrários). São conceitos distintos: obsoleto refere-se ao tempo, subjetivo à pessoalidade. ❌ Erro:troca de conceito (confunde obsoleto com subjetivo).
NÃO CAIA NESSA!
A banca arma uma troca de sentido na expressão idiomática (alternativa C) e, nas distratoras, substitui palavras por sinônimos inadequados ou inverte a polaridade (como em D). O segredo é nunca confiar em troca automática de vocábulos sem verificar o contexto e o significado figurado.
PEGA ESSA DICA!
Em questões de paráfrase, grife a expressão no texto e pergunte: "qual o significado exato dessa palavra/expressão neste contexto?" Se houver expressão idiomática, busque o sentido convencional. Não aceite sinônimos literais que mudem a avaliação (como "implacável" → "pernicioso").