Constituem uma relação de causa e efeito, nessa ordem, os seguintes segmentos:
Aofereciam-se a eles sobretudo textos consagrados do século XIX / algumas dessas leituras nos chateavam bastante
Bnossa imaginação era chamada / a frequentar linguagens incomuns
CNão se passava a mão na cabecinha dos adolescentes / entregando-lhes o que podiam mastigar sem esforço
Dhavia aberrações nessa didática conservadora / havia também o estímulo para a dificuldade
Elhe oferecer um espelho no qual / em vez de ver apenas seu próprio rosto refletido
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GabaritoA — ofereciam-se a eles sobretudo textos consagrados do século XIX / algumas dessas leituras nos chateavam bastante
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Relação de causa e efeito entre segmentos
Gabarito: letra A. O único par em que o primeiro segmento é a causa do segundo, no texto, é a alternativa A: "ofereciam-se a eles sobretudo textos consagrados do século XIX" (causa) leva a que "algumas dessas leituras nos chateavam bastante" (efeito). O texto afirma:
"ofereciam-se a eles sobretudo textos consagrados do século XIX. Se algumas dessas leituras nos chateavam bastante..."
A oferta desses textos é a circunstância que provoca o tédio em algumas leituras – relação causal direta.
Critério
Alternativa A (✅)
Alternativa B (❌)
Alternativa C (❌)
Alternativa D (❌)
Alternativa E (❌)
Relação entre segmentos
Causa → efeito
Complemento verbal
Especificação
Oposição/contraponto
Descrição/característica
Conectivo no texto
"Se" (contextualiza)
—
Gerúndio explicativo
"mas"
"no qual"
Erro da banca
—
Confunde complemento com nexo causal
Confunde explicação com causa/efeito
Ignora conectivo adversativo
Confunde descrição com causalidade
Análise das alternativas
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Como demonstrado, a oferta de textos do século XIX causa o efeito de algumas leituras serem chatas. A conjunção "Se" no texto não anula a causalidade; ela contextualiza que, dentro desse conjunto, algumas causavam tédio.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Os segmentos "nossa imaginação era chamada" e "a frequentar linguagens incomuns" são partes de uma mesma estrutura verbal: a imaginação é chamada para frequentar. Não há relação de causa e efeito, e sim de complemento. Erro: troca de conceito (confunde complemento verbal com nexo causal).
Alternativa C — ❌ Incorreta
"Não se passava a mão na cabecinha dos adolescentes" e "entregando-lhes o que podiam mastigar sem esforço" são ações que se opõem: o gerúndio explica o que não se fazia, ou seja, a segunda parte é uma especificação da primeira, não uma consequência. Erro: troca de conceito (confunde explicação com causa e efeito).
Alternativa D — ❌ Incorreta
O texto diz: "Certamente havia aberrações nessa didática conservadora, mas havia também o estímulo para a dificuldade". A conjunção "mas" marca oposição/contraponto, não causa e efeito. Erro: contradiz o texto (ignora o conectivo adversativo).
Alternativa E — ❌ Incorreta
"lhe oferecer um espelho no qual" e "em vez de ver apenas seu próprio rosto refletido" são partes de uma oração que descreve a finalidade do espelho. O segundo segmento é uma característica do espelho, não um efeito do ato de oferecer. Erro: troca de conceito (confunde descrição com causalidade).
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre sequência narrativa / explicação e relação causal. Muitos pares parecem ter uma ligação lógica, mas não de causa e efeito direta. Sempre verifique se o primeiro segmento é o motivo lógico que desencadeia o segundo, conforme o texto.