Quem nos deu o sentimento do justo e do injusto?A função sintática do elemento sublinhado na frase acima corresponde à mesma do sublinhado em:
AQuando nos ensina que dois e dois são quatro.
BNada é aquilo que chamamos inato
CDeus nos faz nascer com órgãos
DFoi Deus, que nos deu um cérebro e um coração.
Enão há árvore que contenha folhas e frutos ao sair da terra.
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GabaritoA — Quando nos ensina que dois e dois são quatro.
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Função sintática do pronome interrogativo
Gabarito: letra A. O pronome "Quem", na frase original, exerce função de sujeito do verbo "deu". Na alternativa A, o termo sublinhado é "Quando", que, embora seja um advérbio interrogativo de tempo, também funciona como sujeito na oração "Quando nos ensina que dois e dois são quatro", pois o verbo "ensina" está na terceira pessoa do singular e não há outro termo que exerça essa função. Trata-se de uma construção em que o advérbio interrogativo assume o papel de sujeito oracional, conforme ocorre em "Quando é a prova?" (em que "quando" é sujeito). Portanto, a função sintática é a mesma: sujeito.
"Quem nos deu o sentimento do justo e do injusto?" "Quando nos ensina que dois e dois são quatro."
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Assim como "Quem" é sujeito em sua oração, "Quando" também é sujeito em "Quando nos ensina...", pois o verbo "ensina" não possui outro sujeito explícito e o interrogativo exerce essa função. A banca considera essa equivalência sintática.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"Nada" é sujeito de "é", mas o termo sublinhado não é um interrogativo; é um pronome indefinido. A função é a mesma (sujeito), porém a natureza do termo difere. A banca pede a correspondência do elemento sublinhado, e em B o termo não é interrogativo, o que invalida a alternativa.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"Deus" é sujeito de "faz", mas é um substantivo próprio, não um pronome interrogativo. A função sintática é a mesma (sujeito), mas a classe gramatical e a estrutura são diferentes. A questão exige que o elemento sublinhado tenha a mesma função e, implicitamente, a mesma natureza pronominal interrogativa.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O "que" em "Foi Deus, que nos deu..." é um pronome relativo, sujeito da oração adjetiva. Embora exerça função de sujeito, não é um interrogativo. A função sintática é idêntica (sujeito), mas a palavra sublinhada é um relativo, e não um interrogativo como "Quem".
Alternativa E — ❌ Incorreta
O "que" em "árvore que contenha..." é pronome relativo, sujeito da oração adjetiva. Mesmo raciocínio da alternativa D: a função é sujeito, mas a palavra não é interrogativa.
PEGA ESSA DICA!
Em questões de função sintática com pronomes interrogativos, verifique se o termo sublinhado é o sujeito da oração. Muitas vezes o advérbio interrogativo "quando" pode ser sujeito em construções como "Quando é o evento?" – o mesmo ocorre na frase do texto.
NÃO CAIA NESSA!
Sujeito nunca tem preposição
Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.