Quanto à concordância e à articulação entre tempos e modos, está plenamente correto o emprego das formas verbais na frase:
APor que haveria de ser uma humilhação caso ficarem demonstradas toda a fragilidade das ideias que supúnhamos fortes?
BAo assumirmos que são aceitáveis, nas ideias em debate, a argumentação alheia, não haveria por que não as acolhêssemos.
CÉ quando entra em crise que nossos argumentos deveriam mostrar-se fortes, aproveitando a oportunidade para virem a se fortalecer.
DSomente seriam inaceitáveis as razões do outro caso lhes faltasse consistência no desenvolvimento da argumentação.
ESupõe-se que a palavra confronto, ao indicar enfrentamento, devesse indicar um posicionamento que acatariam cada um dos contendores.
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GabaritoD — Somente seriam inaceitáveis as razões do outro caso lhes faltasse consistência no desenvolvimento da argumentação.
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Concordância verbal e articulação temporal em frases condicionais
Gabarito: letra D. A única frase que respeita a concordância verbal e a articulação entre tempos e modos é a alternativa D. Nela, o verbo "seriam" (plural) concorda com o sujeito "as razões do outro", e o verbo "faltasse" (singular) concorda com o sujeito "consistência", ambos no modo subjuntivo exigido pela conjunção condicional "caso". As demais alternativas apresentam erros de concordância verbal (sujeito singular com verbo plural ou vice-versa) ou incompatibilidade entre tempos/modos.
Análise das alternativas
Alternativa A — ❌ Incorreta
"Por que haveria de ser uma humilhação caso ficarem demonstradas toda a fragilidade das ideias que supúnhamos fortes?"
O verbo "ficarem" está no plural, mas o sujeito é singular: "toda a fragilidade". O correto seria "ficasse demonstrada". Há também inadequação no modo: após "caso", o verbo deveria estar no pretérito imperfeito do subjuntivo ("ficasse"), e não no futuro do subjuntivo ("ficarem"). Erro: concordância verbal e tempo/modo inarticulados.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"Ao assumirmos que são aceitáveis, nas ideias em debate, a argumentação alheia, não haveria por que não as acolhêssemos."
O sujeito de "são" é "a argumentação alheia" (singular). Portanto, o verbo deveria ser "é aceitável". A inversão na ordem não justifica o plural. Erro: concordância verbal.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"É quando entra em crise que nossos argumentos deveriam mostrar-se fortes, aproveitando a oportunidade para virem a se fortalecer."
Embora a concordância pareça correta, há um problema na articulação temporal: o verbo "É" (presente do indicativo) e "deveriam" (futuro do pretérito) misturam tempos sem justificativa lógica. Além disso, o verbo "virem" (futuro do subjuntivo) após "para" seria mais adequado como infinitivo pessoal ("virem" até poderia ser aceito, mas a construção é ambígua). A banca considera a frase incorreta pela quebra da coerência temporal. Erro: articulação entre tempos e modos.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"Somente seriam inaceitáveis as razões do outro caso lhes faltasse consistência no desenvolvimento da argumentação."
Concordância: "seriam" (plural) concorda com o sujeito "as razões do outro"; "faltasse" (singular) concorda com o sujeito "consistência".
Articulação temporal: a condicional "caso" exige subjuntivo; "faltasse" (pretérito imperfeito do subjuntivo) é adequado, e "seriam" (futuro do pretérito) expressa consequência hipotética. A relação entre os tempos é coerente.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"Supõe-se que a palavra confronto, ao indicar enfrentamento, devesse indicar um posicionamento que acatariam cada um dos contendores."
O sujeito de "acatariam" é "cada um dos contendores", que exige verbo no singular: "acataria". O uso do plural "acatariam" é erro de concordância. Erro: concordância verbal.
Conclusão
A única alternativa que não apresenta deslize de concordância nem incompatibilidade entre tempos/modos é a letra D. As demais possuem erro evidente de concordância verbal (A, B, E) ou de articulação temporal (C). Portanto, gabarito: letra D.
NÃO CAIA NESSA!
Sujeito nunca tem preposição
Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.