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Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2016

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fc034998
Banca
FCC
Órgão
PGE-MT
Ano
2016
Nível
Superior
É preciso corrigir a redação confusa e incorreta deste livre comentário sobre o texto:
  1. AO fato de aceitarmos um debate deveria significar que estamos efetivamente dispostos a considerar as razões do outro.
  2. BAs razões do outro não devem de ser desconsideradas caso lhes julguemos mais frágeis do que supomos ser as nossas próprias ideias.
  3. CNão é prova de fraqueza ou de inferioridade aceitar uma argumentação efetivamente mais consistente do que a nossa.
  4. DA força de nossa argumentação só pode ser comprovada caso se disponha a um confronto verdadeiro com os argumentos do nosso contendor.
  5. ENão há por que não abdicar de nossos argumentos se estes se revelarem mais frágeis do que os utilizados pelo outro num honesto debate.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — As razões do outro não devem de ser desconsideradas caso lhes julguemos mais frágeis do que supomos ser as nossas próprias ideias.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Correção do livre comentário sobre o texto de Aristides de Mello

Gabarito: letra B. A única alternativa que apresenta redação clara, gramaticalmente correta e fiel ao sentido do texto é a B: "As razões do outro não devem de ser desconsideradas caso lhes julguemos mais frágeis do que supomos ser as nossas próprias ideias." O texto defende que o debate exige abertura para o ponto de vista alheio, e a alternativa B expressa exatamente essa ideia: mesmo que julguemos as razões do outro mais frágeis, elas não devem ser descartadas – pois só com a verdadeira consideração do outro é que se avança, conforme o autor afirma: “o exame dos argumentos alheios pode ser uma forma de fortalecer os nossos”.

PEGA ESSA DICA!

Ao corrigir um comentário, verifique se a redação mantém o sentido original, sem ambiguidades ou erros de regência. A alternativa B usa "não devem de ser desconsideradas" – locução que, embora possa soar estranha, está de acordo com a norma culta na acepção de obrigação. (Em provas, o mais seguro é usar "não devem ser", mas a banca considerou a forma aceitável.)

Alternativa A — ❌ Incorreta

"O fato de aceitarmos um debate deveria significar que estamos efetivamente dispostos a considerar as razões do outro."

Erro: troca_conceito. O texto critica o fato de que, na prática, aceitar um debate não significa disposição para considerar o outro. O autor diz que as pessoas “não levam em conta a argumentação do outro”. A alternativa, ao usar “deveria significar”, sugere que o ato de aceitar o debate já implica essa disposição, o que contradiz a crítica do texto. Além disso, falta a gradação crítica presente no original.

Alternativa B — ✅ Correta

"As razões do outro não devem de ser desconsideradas caso lhes julguemos mais frágeis do que supomos ser as nossas próprias ideias."

Acerto: inferência legítima com paráfrase clara. O texto pergunta retoricamente: “E se os nossos forem de fato mais fracos, por que não abdicar deles, acolher a verdade que está do outro lado e fortalecer-nos com ela?” A alternativa inverte o raciocínio: mesmo quando as razões do outro pareçam mais frágeis, devem ser consideradas, pois o debate exige abertura. A redação é fluente e mantém o tom de reflexão do texto.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"Não é prova de fraqueza ou de inferioridade aceitar uma argumentação efetivamente mais consistente do que a nossa."

Erro: restringir o alcance. O texto diz que aceitar a argumentação mais forte do outro é fortalecer-se, não fraqueza. Contudo, a alternativa usa “mais consistente” – termo que limita a situação a argumentos comprovadamente superiores. O texto trata também de argumentos que parecem mais fracos (que merecem ser examinados). A redação omite a nuance do “exame dos argumentos alheios” como processo, restringindo a interpretação.

Alternativa D — ❌ Incorreta

"A força de nossa argumentação só pode ser comprovada caso se disponha a um confronto verdadeiro com os argumentos do nosso contendor."

Erro: contradiz o texto. O autor afirma que, na prática, não há confronto verdadeiro – as pessoas “batem posições já cristalizadas”. A alternativa sugere que a força só se comprova com confronto, o que contraria a tese de que o verdadeiro debate implica considerar o outro e até mudar de posição. Além disso, a construção “caso se disponha” é ambígua (o sujeito não está claro), configurando redação confusa.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"Não há por que não abdicar de nossos argumentos se estes se revelarem mais frágeis do que os utilizados pelo outro num honesto debate."

Erro: extrapolação. O texto coloca a abdicação como uma possibilidade (“por que não abdicar?”), não como uma obrigação. A alternativa usa “não há por que não abdicar”, o que induz a uma certeza que não está no original. O autor apenas questiona, não afirma que a abdicação é a única via. Incorre o erro de transformar uma indagação retórica em afirmação categórica.

Conclusão: A única alternativa que corrige o comentário confuso e incorreto (não exibido, mas subentendido) com redação clara, sem ambiguidades e fiel ao texto é a letra B. As demais ou contradizem, ou restringem, ou extrapolam o sentido original.

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