A professora conteve o sorriso ao deduzir um acidente
Gabarito: letra A. O texto mostra que a professora inicialmente sorriu, mas depois "achou que não era caso para sorrir" porque o pai poderia estar hospitalizado. A passagem "Podia estar, naquele momento, em algum hospital. Gravemente pechado. Com pedaços de sinaleira sendo retirados do seu corpo" comprova que ela deduziu tratar-se de um acidente. As demais alternativas não encontram respaldo no texto.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino atravessara uma sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum hospital. Gravemente pechado. Com pedaços de sinaleira sendo retirados do seu corpo."
A professora pensa nas consequências do que o garoto disse — um acidente de trânsito — e por isso deixa de sorrir. A alternativa parafraseia corretamente essa dedução.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O texto não menciona qualquer associação de "sinaleira" a animal. A professora logo descobre que "sinaleira" significa semáforo. A resposta extrapola informação.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A professora imagina que o pai pode estar no hospital, mas o garoto não confirma isso. O texto diz "Podia estar..." — é uma suposição, não uma confirmação. Portanto, a alternativa acrescenta um fato não narrado.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Depois de conter o sorriso, a professora pede que o próprio garoto explique à classe: "Gaúcho... Quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu." Ela não evita que a turma descubra o sentido; ao contrário, busca esclarecimento. A alternativa contradiz o texto.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Em nenhum momento o texto sugere que o aluno pretendia ridicularizar o idioma. O garoto apenas relata o ocorrido com as palavras que conhece. A alternativa foge ao tema central, que é a dificuldade de compreensão regional.