Propósito das expressões fantásticas no texto
Gabarito: letra A. As expressões "reino de histórias de príncipes e fadas", "elixir do longo prazer" e "milagre" são empregadas para revelar como a criança, diante da descrição do chiclete como algo que nunca se acaba, o associa ao mundo do maravilhoso e da fantasia. A passagem que comprova é:
"Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre."
A perplexidade inicial dá lugar ao encantamento, e a autora usa essas figuras para materializar o impacto da promessa de eternidade.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa A está em plena consonância com o texto. A irmã afirma que a bala "nunca se acaba", e a criança reage como se estivesse num conto de fadas. As expressões destacadas traduzem exatamente essa associação.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Erro: extrapolação (fora do escopo). O texto não associa a compra do chiclete à pobreza da criança como causa da imaginação. A dificuldade financeira é mencionada no início, mas as expressões do 7º parágrafo decorrem da ideia de imperecibilidade, não da condição econômica. A alternativa acrescenta uma relação de causa que o texto não sustenta.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Erro: contradiz o texto. A autora narra o episódio como uma memória real e afetiva, não para sugerir que é fictício. As expressões fantásticas retratam a percepção infantil, não embaralham ficção e realidade. O tom é de lembrança, não de metalinguagem ficcional.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Erro: generalização indevida. O advérbio "sempre" torna a afirmação absoluta e não autorizada. O texto mostra um momento específico da infância, não uma regra geral de que a imaginação predomina sobre a realidade em toda a infância. Além disso, a autora narra, não argumenta.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Erro: troca de conceito. A criança fica perplexa e maravilhada, mas não demonstra desconfiança. Pelo contrário, ela "quase não podia acreditar no milagre" — admiração, e não ceticismo. A desconfiança aparece apenas no final, quando o gosto desagrada, e mesmo assim não em relação à veracidade, mas ao valor da eternidade.