Questão de Português — Sintaxe — FCC 2016
- Código
- fc035273
- Banca
- FCC
- Órgão
- TRF - 3ª REGIÃO
- Ano
- 2016
- Nível
- Médio
- Atodavia
- Bcontudo
- Cque
- Dconquanto
- Enão obstante
GabaritoC — que
Gabarito: letra C. O segundo verso da última estrofe (“problemas têm família grande”) explica o primeiro (“mas problemas não se resolvem”), indicando uma relação de causa/explicação. O conectivo “que” pode introduzir essa explicação, equivalendo a “porque”. As demais opções (todavia, contudo, conquanto, não obstante) expressam adversidade ou concessão, o que alteraria o sentido do trecho.
Comando: “Preservando a relação de sentido, o segundo verso da última estrofe pode ser introduzido por:” – ou seja, qual conectivo mantém a relação lógica coerente entre os dois primeiros versos da última estrofe.
O poema de Leminski termina com: “mas problemas não se resolvem, / problemas têm família grande, / e aos domingos saem todos passear / o problema, sua senhora / e outros pequenos probleminhas.” Perceba que o segundo verso justifica o primeiro: os problemas não se resolvem porque eles se multiplicam (têm família grande). Logo, o conector deve ser explicativo (causal).
todavia – conjunção adversativa, indicaria contraste ou oposição, o que não cabe aqui (o segundo verso não se opõe ao primeiro, mas o explica).
contudo – também adversativa, mesmo erro da A.
que – pode ser conjunção subordinativa explicativa (ou causal), introduzindo uma justificativa. Exemplo clássico: “Estude, que o futuro agradece.” Aqui, “problemas têm família grande” é a razão de eles não se resolverem. A relação é de explicação, não de contraste.
conquanto – conjunção concessiva; equivaleria a “embora”, introduzindo uma ideia de obstáculo que não impede algo. Isso invertiria o sentido, pois o segundo verso não representa uma concessão, mas uma causa.
não obstante – locução conjuntiva adversativa/concessiva. Também expressa oposição ou ressalva, inadequada para o contexto explicativo.
A banca explora a confusão entre conectivos adversativos (todavia, contudo, não obstante) e explicativos (que, porque). O aluno pode achar que qualquer oposição serve, mas a leitura atenta mostra que o segundo verso é a causa do primeiro, e não uma objeção.
Conclusão: A única alternativa que preserva a relação de explicação é a letra C.
Sujeito nunca tem preposição
Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.
— Sintaxe — identificação do sujeito
Link permanente: /questoes/fc035273