ANo futuro, quando todos os que hoje circulam por São Paulo, já não estiverem mais aqui a paineira continuará a presenciar, as transformações em que o progresso sujeita a cidade.
BHá pessoas que se reúnem em parques com o simples propósito de abraçar árvores, alegando de que essa é uma prática terapeutica, que combate o estress e a depressão.
COs trabalhadores de São Paulo frequentemente, passam pela paineira da Biblioteca Mario de Andrade e não reparam de que se trata de uma árvore centenária, que está ali antes deles.
DAo se deparar com seu editor, Antonio teve a ideia de convencer-lhe de que a árvore estava sendo estudada por que faria parte de seu livro e, para tanto era necessário medir o seu perímetro.
EPor abrigar esculturas de insignes artistas brasileiros, o Cemitério da Consolação tornou-se um importante ponto turístico da cidade de São Paulo, do qual os paulistanos se orgulham.
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GabaritoE — Por abrigar esculturas de insignes artistas brasileiros, o Cemitério da Consolação tornou-se um importante ponto turístico da cidade de São Paulo, do qual os paulistanos se orgulham.
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Regência Verbal e Nominal – FCC 2016
Gabarito: letra E. A única alternativa que respeita as exigências de regência verbal e nominal da norma culta é a E. Todas as demais apresentam desvios, especialmente no emprego inadequado de preposições.
Alternativa A — ❌ Incorreta
"a paineira continuará a presenciar, as transformações em que o progresso sujeita a cidade."
Erro de regência do verbo "sujeitar": exige objeto direto (sujeitar algo) e indireto (a algo). A forma correta seria "a que o progresso sujeita a cidade" (preposição "a" exigida pelo verbo). O uso de "em que" é inadequado.
Problemas de pontuação: vírgula separando verbo e objeto, o que compromete a clareza.
Erro tipo: generalização indevida (troca da preposição correta).
Alternativa B — ❌ Incorreta
"alegando de que essa é uma prática"
Erro de regência do verbo "alegar": é transitivo direto, não exige preposição. O correto é "alegando que".
Além disso, há erros ortográficos ("terapeutica", "estress"), mas o foco é regência.
Erro tipo: troca_termo (acréscimo indevido de preposição).
Alternativa C — ❌ Incorreta
"não reparam de que se trata de uma árvore"
Erro de regência do verbo "reparar" (no sentido de notar): é transitivo direto, rege complemento sem preposição. O correto é "reparam que".
Se fosse no sentido de "consertar" ou "observar com atenção", poderia ser "reparar em", mas aqui o contexto é de notar.
Erro tipo: troca_termo (preposição indevida).
Alternativa D — ❌ Incorreta
"Antonio teve a ideia de convencer-lhe de que a árvore estava sendo estudada por que faria parte"
Erro de regência do verbo "convencer": exige objeto direto de pessoa (convencê-lo) e indireto de coisa (de que). "Convencer-lhe" é considerado inadequado pela norma culta, pois "lhe" é objeto indireto, mas a pessoa é objeto direto. O correto seria "convencê-lo".
"por que" separado: deveria ser "porque" (explicação) ou "por que" (interrogativo indireto?) – aqui o sentido é causal, portanto "porque".
Erro tipo: troca_termo (regência e ortografia).
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"o Cemitério da Consolação tornou-se um importante ponto turístico da cidade de São Paulo, do qual os paulistanos se orgulham."
Regência correta do verbo "orgulhar-se": exige a preposição "de". O pronome relativo "o qual" retoma "ponto turístico", e a forma "do qual" (de + o qual) atende perfeitamente à regência.
Nenhum desvio de regência ou pontuação. A frase é clara e gramaticalmente adequada.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre verbos que pedem ou não preposição. "Alegar", "reparar" (no sentido de notar) e "convencer" (com pessoa como objeto direto) não admitem a preposição "de" antes de oração completiva. Já "orgulhar-se" exige "de". Memorize a transitividade dos verbos mais cobrados.