Sem prejuízo para a correção e o sentido, pode-se acrescentar uma vírgula imediatamente após o termo
A"E", em E se o rompimento não foi universal... (2° parágrafo)
B"Mas", em Mas não é bom usar de qualquer recurso... (3° parágrafo)
C"e", em ... se assusta e foge logo (3° parágrafo)
D"Mas", em Mas foi com o samba que João Gilberto... (2° parágrafo)
E"Mas", em Mas como, Chico, mais um samba? (1° parágrafo)
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GabaritoA — "E", em E se o rompimento não foi universal... (2° parágrafo)
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Uso da vírgula após conjunção
Gabarito: letra A. A única alternativa em que o acréscimo de vírgula imediatamente após o termo indicado não prejudica a correção gramatical nem altera o sentido é a A: “E, se o rompimento não foi universal...”. Nesse caso, a vírgula separa a conjunção aditiva “E” da oração subordinada condicional que se segue, funcionando como uma pausa estilística permitida. As demais alternativas violam a norma-padrão por separarem a conjunção do seu complemento direto sem intercalação.
NÃO CAIA NESSA!
Confundir a possibilidade de vírgula após conjunção com a obrigatoriedade de haver um elemento intercalado. Em “E” + oração subordinada, a vírgula é facultativa; já em “Mas” + verbo diretamente, a vírgula é incorreta.
Vírgula após conjunção
1Facultativa (pode)
Conjunção + oração subordinada
Ex.: "E, se o rompimento..."
2Proibida (não pode)
Conjunção + verbo diretamente
Ex.: "Mas não é bom..."
Ex.: "Mas foi com o samba..."
Conjunção + verbo coordenado
Ex.: "e foge logo"
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
No trecho: “E se o rompimento não foi universal, culpa é do brasileiro”, a conjunção “E” inicia período e é seguida de uma oração condicional (“se o rompimento não foi universal”). A vírgula após “E” é facultativa e não quebra a correção, pois a oração condicional pode ser interpretada como um intercalado. É o mesmo caso de “E, como você sabe, ...”. Portanto, a vírgula pode ser acrescentada sem prejuízo.
Alternativa B — ❌ Incorreta
“Mas não é bom usar de qualquer recurso...” — aqui, “Mas” é conjunção adversativa seguida diretamente do verbo “é”. Inserir vírgula após “Mas” separaria a conjunção da oração, o que é inaceitável na norma culta. Exigir-se-ia um elemento intercalado (ex.: “Mas, sinceramente, não é bom...”). Logo, a vírgula prejudicaria a correção.
Alternativa C — ❌ Incorreta
“se assusta e foge logo” — o “e” conecta dois verbos coordenados. Colocar vírgula após o “e” (e não antes) é erro, pois quebra a sequência da coordenação. O correto seria, se desejado, vírgula antes do “e” (facultativa entre orações longas), mas nunca depois.
Alternativa D — ❌ Incorreta
“Mas foi com o samba que João Gilberto...” — idem ao caso B: “Mas” seguido imediatamente do verbo “foi”. Vírgula após a conjunção sem intercalação é proibida.
Alternativa E — ❌ Incorreta
“Mas como, Chico, mais um samba?” — “Mas” é seguido de “como”, que é o primeiro termo da oração interrogativa. Não há intercalado entre “Mas” e “como”; a vírgula após “Mas” seria injustificada e prejudicaria a correção (embora haja vírgulas internas no vocativo). O correto seria manter o texto original sem vírgula após “Mas”.
Conclusão: Apenas na alternativa A o acréscimo de vírgula é admitido pela gramática normativa, pois o “E” inicial é seguido de uma oração que pode ser considerada intercalada. Gabarito: letra A.