Questão de Português — Flexão verbal de tempo (presente, pretérito, futuro) — FCC 2016
Português›Flexão verbal de tempo (presente, pretérito, futuro)
Código
fc035352
Banca
FCC
Órgão
TRF - 3ª REGIÃO
Ano
2016
Nível
Superior
Mantendo-se a correlação verbal na primeira frase do texto, a substituição de Depois que por “Caso”, acarretará as seguintes mudanças nas formas verbais:
Afartasse − terá − iria consumir
Bfartara − tivera − consumira
Cteria fartado − teria tido − teria consumido
Dtenha fartado − terá − consumirá
Etivesse fartado − teria − consumiria
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GabaritoE — tivesse fartado − teria − consumiria
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Correlação verbal com a conjunção 'Caso'
Gabarito: letra E. A única alternativa que preserva a correlação verbal adequada ao substituir "Depois que" por "Caso" é a E, que emprega o pretérito mais-que-perfeito composto do subjuntivo (tivesse fartado) na oração condicional e, na oração principal, o futuro do pretérito do indicativo (teria / consumiria). Essa é a estrutura canônica de uma condicional hipotética: se (ou caso) + pretérito imperfeito/mais-que-perfeito do subjuntivo → futuro do pretérito do indicativo.
O texto original usa "Depois que se tinha fartado de ouro, o mundo teve fome de açúcar, mas o açúcar consumia escravos." A conjunção "Depois que" indica tempo passado real; os verbos estão no indicativo (tinha fartado, teve, consumia). Ao trocar por "Caso", a relação passa a ser hipotética/condicional, exigindo a mudança para o subjuntivo na oração subordinada e para o futuro do pretérito na principal.
1Oração subordinada (condicional)Caso + pret. imperfeito/mais-que-perfeito do subjuntivo
2Oração principal (consequência)Futuro do pretérito do indicativo
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Formas: fartasse (pretérito imperfeito do subjuntivo) – terá (futuro do presente do indicativo) – iria consumir (futuro do pretérito do indicativo).
Erro: mistura pretérito imperfeito do subjuntivo com futuro do presente do indicativo (terá). A correlação padrão seria: pretérito imperfeito do subjuntivo + futuro do pretérito (ex.: se fartasse, teria consumido). O uso de "terá" (futuro do presente) quebra a hipótese, pois introduz certeza futura.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Formas: fartara (pretérito mais-que-perfeito do indicativo) – tivera (pretérito mais-que-perfeito do indicativo) – consumira (pretérito mais-que-perfeito do indicativo).
Erro: mantém todos os verbos no indicativo, ignorando a necessidade do subjuntivo após "Caso". Essa sequência é típica de fato passado, não de hipótese.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Formas: teria fartado (futuro do pretérito composto do indicativo) – teria tido (futuro do pretérito composto do indicativo) – teria consumido (futuro do pretérito composto do indicativo).
Erro: usa futuro do pretérito composto em todas as posições, mas a oração subordinada exige subjuntivo (tivesse fartado). Além disso, a correlação correta para uma hipótese passada seria: tivesse fartado + teria consumido (pretérito mais-que-perfeito do subjuntivo + futuro do pretérito composto). Aqui, "teria fartado" na subordinada não é aceito pela norma padrão.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Formas: tenha fartado (pretérito perfeito composto do subjuntivo) – terá (futuro do presente do indicativo) – consumirá (futuro do presente do indicativo).
Erro: a correlação "tenha fartado + terá + consumirá" é típica de uma condicional factual/possível no presente (ex.: Caso tenha fartado, terá...), mas o contexto do texto é passado hipotético. A sequência exige futuro do pretérito na principal, não futuro do presente.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Formas: tivesse fartado (pretérito mais-que-perfeito composto do subjuntivo) – teria (futuro do pretérito do indicativo) – consumiria (futuro do pretérito do indicativo).
Justificativa: é a correlação clássica para uma hipótese passada com consequência incerta. "Caso tivesse fartado... teria... consumiria". O verbo "consumiria" está corretamente no futuro do pretérito, concordando com a ideia de consequência hipotética. A alternativa reproduz fielmente a estrutura exigida pela gramática normativa.
PEGA ESSA DICA!
Lembre-se do par clássico: Se (ou Caso) + pretérito imperfeito/mais-que-perfeito do subjuntivo → futuro do pretérito do indicativo. Sempre que a conjunção "caso" introduzir uma hipótese irreal ou contrafactual, o verbo deve estar no subjuntivo (pretérito imperfeito ou mais-que-perfeito), e o verbo da oração principal no futuro do pretérito (simples ou composto).