A alteração da voz do verbo poder, nas duas vezes em que ocorre no último parágrafo, deverá resultar nas seguintes formas, respectivamente:
Ase poderia − se pode
Bpoder-se-ia − podem-se
Cpoderiam-se − pode-se
Dse poderiam − podem-se
Ese poderiam − se pode
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GabaritoD — se poderiam − podem-se
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Análise da alteração de voz do verbo "poder"
Gabarito: letra D. A questão exige a correta transformação da voz ativa para a voz passiva sintética (com pronome "se") das duas ocorrências do verbo "poder" no último parágrafo do texto. A única alternativa que apresenta as formas corretas, respeitando a concordância com o sujeito paciente e a próclise exigida pelo pronome relativo, é a D: "se poderiam" (primeira ocorrência) e "podem-se" (segunda ocorrência).
Último parágrafo do texto
"Enquanto o carro geme em curvas que já nem poderíamos qualificar como “cabeças de alfinete” … posso examinar à vontade as árvores e as plantas…"
1ª ocorrência: "poderíamos" (1ª pessoa do plural, futuro do pretérito). Objeto direto de "qualificar": "curvas" (plural). Na passiva sintética, o verbo "poder" assume a 3ª pessoa do plural ("poderiam") e o pronome "se" fica em próclise devido ao pronome relativo "que": "que já nem se poderiam qualificar".
2ª ocorrência: "posso" (1ª pessoa do singular, presente). Objeto direto de "examinar": "as árvores e as plantas" (plural). Na passiva, o verbo "poder" assume a 3ª pessoa do plural ("podem") e, não havendo fator de próclise, a ênclise é adequada: "podem-se examinar".
Alternativa A — ❌ Incorreta
Formas: "se poderia − se pode".
Erro: ambiciona o singular nas duas formas, enquanto os sujeitos pacientes são plurais. O verbo deveria estar no plural. ❌ Contradiz o texto — fere a concordância com "curvas" e "árvores e plantas".
Alternativa B — ❌ Incorreta
Formas: "poder-se-ia − podem-se".
Erro: a primeira forma está no singular ("poder-se-ia"), mas deveria ser plural. Além disso, a ênclise ("poder-se-ia") não é adequada no contexto do pronome relativo "que", que exige próclise. ❌ Troca de conceito — desconsidera a atração do pronome relativo e a concordância de número.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Formas: "poderiam-se − pode-se".
Erro: a primeira forma ("poderiam-se") até está no plural, mas usa ênclise, inadequada diante do pronome relativo "que" (deveria ser próclise: "se poderiam"). A segunda forma ("pode-se") está no singular, enquanto o sujeito "árvores e plantas" exige plural ("podem-se"). ❌ Contradiz o texto — viola a regra de colocação pronominal e a concordância.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Formas: "se poderiam − podem-se".
Primeira: próclise correta ("se poderiam") devido ao pronome relativo "que"; plural ("poderiam") concorda com o sujeito paciente "curvas".
Segunda: ênclise ("podem-se") é natural em início de oração ou após verbo auxiliar sem atração; plural ("podem") concorda com "árvores e plantas".
Alternativa E — ❌ Incorreta
Formas: "se poderiam − se pode".
Erro: a segunda forma está no singular ("se pode"), enquanto deveria ser plural ("se podem" ou "podem-se" — neste caso, sem fator de próclise, a ênclise é preferível, mas o número é o principal problema). ❌ Incompleta — acerta a primeira, mas erra a segunda.
Conclusão: somente a alternativa D respeita integralmente a concordância com o sujeito paciente e a colocação pronominal exigida pelo contexto sintático de cada ocorrência.
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