Injustiça de gênero e banalização do preconceito
Gabarito: letra A. A escritora nigeriana associa a injustiça de gênero à tendência de se banalizar um preconceito. No segundo parágrafo, ela afirma que "a questão da injustiça de gênero é que as coisas são feitas assim há tanto tempo que elas são vistas como normais". Isso significa que a discriminação se torna corriqueira, banalizada, o que corresponde exatamente à alternativa A.
O comando é de compreensão ("ao se referir... associa") — a resposta está explícita no texto. Basta localizar a passagem e identificar a paráfrase.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"A questão da injustiça de gênero é que as coisas são feitas assim há tanto tempo que elas são vistas como normais."
A ideia de "vistas como normais" equivale a "banalizar um preconceito": tornar algo injusto algo aceito e corriqueiro. Não há acréscimo nem restrição.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"Há muita hostilidade à ideia de feminismo. O mundo é sexista e a misoginia é praticada tanto por homens quanto por mulheres"
O texto fala de preconceito (misoginia) praticado, não de "preconceito contra a misoginia". A alternativa inverte o objeto: não se trata de ter preconceito contra a misoginia, mas de a misoginia ser o próprio preconceito. Erro de troca de conceito.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O texto em momento algum fala de "mal menor" ou de aceitação de algo como "mal menor". A expressão é totalmente estranha ao texto. Extrapolação pura.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A autora não justifica a injustiça com base em "evolução social". Ela apenas constata que as práticas são antigas e por isso parecem normais, mas não as justifica. Fora do escopo do texto.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A preocupação de Adichie não é "preservar as diferenças", mas sim acabar com a desigualdade de gênero. O texto defende a ruptura do preconceito, não a preservação de diferenças. Contradiz o texto.
Conclusão: A única alternativa que reproduz fielmente a ideia expressa no segundo parágrafo é a letra A.