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Questão de Direito Constitucional — Comissões Parlamentares e Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) — FCC 2017

Direito ConstitucionalComissões Parlamentares e Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs)
Código
fc037275
Banca
FCC
Órgão
PC-AP
Ano
2017
Nível
Superior
Cargo
Delegado de Polícia
De acordo com o regime constitucional de proteção dos direitos fundamentais,
  1. Ao direito à inviolabilidade de domicílio abrange a casa em que o indivíduo mantém residência, mas não impede que a autoridade policial ingresse em estabelecimento profissional de acesso privativo, contra a vontade de seu proprietário, sendo desnecessária ordem judicial nesse caso.
  2. Bo sigilo bancário e o sigilo fiscal não podem ser afastados por ato de comissões parlamentares de inquérito, mas apenas por atos praticados por autoridades judiciais.
  3. Cas comissões parlamentares de inquérito podem determinar a interceptação telefônica de conversas mantidas entre pessoas por elas investigadas, desde que seja demonstrada a existência concreta de causa provável que legitime a medida excepcional, justificando a necessidade de sua efetivação, sem prejuízo de ulterior controle jurisdicional.
  4. Dé constitucional lei que autorize as autoridades e os agentes fiscais tributários examinar documentos, livros e registros de instituições financeiras, quando houver processo administrativo instaurado ou procedimento fiscal em curso, se tais exames forem considerados indispensáveis pela autoridade administrativa competente.
  5. Ea omissão do dever de informar o preso, no momento oportuno, do direito de ficar calado, gera mera irregularidade, não se impondo a decretação de nulidade e a desconsideração das informações incriminatórias dele obtidas.
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GabaritoD — é constitucional lei que autorize as autoridades e os agentes fiscais tributários examinar documentos, livros e registros de instituições financeiras, quando houver processo administrativo instaurado ou procedimento fiscal em curso, se tais exames forem considerados indispensáveis pela autoridade administrativa competente.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Direitos Fundamentais e Comissões Parlamentares de Inquérito

Gabarito: letra D. A questão exige conhecer os limites constitucionais dos poderes investigatórios das CPIs e da administração fiscal. A alternativa D está correta porque o STF considera constitucional a lei que autoriza a fiscalização tributária a examinar documentos bancários no curso de processo administrativo ou procedimento fiscal, desde que tais exames sejam indispensáveis, sem necessidade de autorização judicial prévia (ADC 29, 30 e 45). As demais alternativas erram ao restringir ou ampliar indevidamente esses poderes.

Alternativa

Afirmação sobre Poderes de Investigação

Fundamento Constitucional / STF

Correta?

A

Autoridade policial pode ingressar em estabelecimento profissional privativo sem ordem judicial.

Art. 5º, XI – “casa” abrange local de trabalho; entrada sem consentimento exige mandado judicial (salvo flagrante, desastre ou socorro).

B

Sigilo bancário e fiscal só podem ser afastados por autoridade judicial.

Art. 58, §3º – CPIs têm poderes de investigação próprios de autoridade judicial, podendo quebrar sigilos (STF consolidado).

C

CPIs podem determinar interceptação telefônica com causa provável.

Art. 5º, XII – interceptação telefônica exige ordem judicial (reserva de jurisdição); CPIs só requisitam registros, não conteúdo.

D

Lei autoriza agentes fiscais a examinar documentos bancários em processo administrativo, sem autorização judicial.

ADC 29, 30 e 45 – STF considera constitucional, desde que haja procedimento fiscal instaurado e indispensabilidade.

E

Omissão de informar o direito ao silêncio gera mera irregularidade.

Art. 5º, LXIII – direito ao silêncio é garantia fundamental; sua violação gera nulidade das provas obtidas.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que autoridade policial pode ingressar em estabelecimento profissional de acesso privativo contra a vontade do proprietário sem ordem judicial. A CF protege a inviolabilidade domiciliar (art. 5º, XI), e o conceito de "casa" abrange qualquer local fechado onde a pessoa exerce profissão. A entrada sem consentimento só é permitida durante o dia com ordem judicial, ou em flagrante delito, desastre ou prestação de socorro. A alternativa desconsidera a necessidade de mandado judicial para busca em estabelecimento profissional privativo.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Alega que sigilo bancário e fiscal só podem ser afastados por autoridade judicial. O STF consolidou que as CPIs, com base no art. 58, §3º da CF, possuem poderes de investigação próprios de autoridade judicial, podendo quebrar sigilo bancário, fiscal e de dados, desde que fundamentadamente e para fato determinado. Assim, CPIs podem determinar a quebra, não se tratando de exclusividade do Judiciário.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Sustenta que CPIs podem determinar interceptação telefônica. A CF, art. 5º, XII, exige ordem judicial para interceptação telefônica, salvo nas hipóteses legais. Esse ato está sujeito à cláusula de reserva de jurisdição, não sendo extensível às CPIs, que apenas podem requisitar dados telefônicos (registros) e não o conteúdo das conversas. Portanto, a alternativa é falsa.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

É constitucional a lei que permite aos agentes fiscais tributários examinar documentos, livros e registros de instituições financeiras, desde que haja processo administrativo instaurado ou procedimento fiscal em curso e que tais exames sejam considerados indispensáveis. O STF, no RE 601.314 e nas ADC 29, 30 e 45, reconheceu a constitucionalidade da Lei Complementar 105/2001, afastando a necessidade de autorização judicial para a requisição de informações bancárias pela administração tributária, desde que observados esses requisitos. A alternativa espelha a jurisprudência consolidada.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que a omissão do dever de informar o preso sobre o direito ao silêncio (art. 5º, LXIII da CF) gera mera irregularidade. O STF entende que tal omissão viola garantia fundamental, implicando a ilicitude das provas obtidas (declarações incriminatórias), que devem ser declaradas inadmissíveis. Não se trata de mera irregularidade, mas de nulidade com desconsideração das informações obtidas.

Gabarito: letra D.

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