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Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2017

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fc038242
Banca
FCC
Órgão
TRE-SP
Ano
2017
Nível
Superior
Cargo
Analista Judiciário - Área Administrativa
Com a frase Quando eu era jovem, as pessoas entravam nos museus nas pontas dos pés, não ousavam falar ou rir alto, apenas cochichavam (3° parágrafo), o autor
  1. Ailustra o caráter contemplativo do espectador naquela época, cuja presença, na medida do possível, não devia ser percebida, para não interferir no ambiente.
  2. Bmostra como deve se portar, na sua opinião, qualquer pessoa que adentre o espaço de um museu de arte, seja ela antiga ou contemporânea, de modo a demonstrar respeito e educação.
  3. Cconsidera sua juventude como um período em que não se compreendia a verdadeira função dos museus, o que ocorreu não apenas com sua própria maturidade, passando a respeitá-los com a devida solenidade.
  4. Dressalta as diferenças de mentalidade entre sua geração e a atual, uma vez que aquela era reprimida por pretender usar o museu como um espaço de convivência.
  5. Eexemplifica a ausência de uniformes e formalidades em sua juventude, em contraposição ao papel social que agora devem assumir os museus, estimulando a seriedade e o comprometimento dos espectadores.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — ilustra o caráter contemplativo do espectador naquela época, cuja presença, na medida do possível, não devia ser percebida, para não interferir no ambiente.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Função da lembrança pessoal no argumento do autor

Gabarito: letra A. A frase sobre a juventude serve para ilustrar o comportamento passado que o autor critica: as pessoas entravam silenciosamente, procurando não ser percebidas. Isso contrasta com o ideal de museu defendido por Sandberg, que abole formalidades e busca integrar a arte à vida cotidiana. A alternativa A capta exatamente essa ideia.

"Quando eu era jovem, as pessoas entravam nos museus nas pontas dos pés, não ousavam falar ou rir alto, apenas cochichavam."

O trecho mostra um comportamento contemplativo e discreto, em que a presença do visitante deveria passar despercebida. Logo em seguida, o autor critica esse modelo: "Realmente não sabemos se os museus... devem existir eternamente. Foram criados numa época em que a sociedade não estava bastante interessada... O ideal seria que a arte se integrasse outra vez na vida diária". Assim, a lembrança é usada para exemplificar o que deve ser superado.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A frase ilustra o "caráter contemplativo" e a tentativa de não interferir, conforme descrito: andar nas pontas dos pés, não falar alto, cochichar. O texto confirma: "as pessoas entravam... nas pontas dos pés, não ousavam falar ou rir alto, apenas cochichavam". Isso demonstra que a presença devia ser minimizada.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa inverte o sentido: o texto critica esse comportamento, não o defende como adequado. Sandberg quer abolir formalidades ("Abolir todas as marcas do establishment: uniformes, cerimoniais, formalismo"). Portanto, não é uma conduta a ser seguida.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O autor não diz que "não compreendia a verdadeira função" na juventude nem que passou a respeitar com solenidade. Pelo contrário, ele critica a solenidade e defende que o museu deve se tornar supérfluo.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O texto não afirma que a geração do autor era "reprimida por pretender usar o museu como espaço de convivência". Não há menção a essa intenção; o comportamento descrito é de silêncio e discrição, não de desejo de convivência.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A frase não fala de "ausência de uniformes e formalidades na juventude". O texto diz que é preciso "abolir uniformes, cerimoniais, formalismo" hoje, não que eles faltavam no passado. Além disso, o autor não defende seriedade e comprometimento; ele quer integrar a arte à vida, com leveza.

Conclusão: A única alternativa que não acrescenta nem inverte o que o texto diz é a letra A. A lembrança pessoal é usada para ilustrar o comportamento que o autor critica, servindo de contraponto ao museu ideal defendido.

Gabarito: letra A

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