Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2017
Português›Interpretação de Textos
Código
fc039612
Banca
FCC
Órgão
TRT - 21ª Região (RN)
Ano
2017
Nível
Superior
Cargo
Analista Judiciário - Área Judiciária
Mantendo-se a correção e, em linhas gerais, o sentido original, o segmento sublinhado em Não havendo obrigatoriedade do ensino... (4° parágrafo) pode ser substituído por:
APara que haja
BDe modo que não haja
CSe não há
DEmbora não haja
EQuando não há
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GabaritoD — Embora não haja
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Substituição de Expressão com Valor Concessivo
Gabarito: letra D. A expressão original “Não havendo obrigatoriedade do ensino” tem valor concessivo (oposição/contraste), indicando que, apesar de o ensino não ser obrigatório, ele é indispensável. A alternativa que preserva esse sentido é “Embora não haja”, que também expressa concessão.
No texto lê-se:
“Não havendo obrigatoriedade do ensino mas sua indispensabilidade no ajustamento da conduta social, todos nós aprendemos o gesto desde a infância…”
A conjunção “mas” já sinaliza o contraste. A forma “Não havendo” equivale a “apesar de não haver” ou “embora não haja”.
"Não havendo" (valor concessivo): Embora não haja (D); Para que haja (A) — finalidade; De modo que não haja (B) — consequência; Se não há (C) — condição; Quando não há (E) — tempo
Alternativa A — ❌ Incorreta
“Para que haja” indica finalidade, não concessão. A frase passaria a significar que o ensino é obrigatório com um propósito, o que distorce o original.
Alternativa B — ❌ Incorreta
“De modo que não haja” expressa consequência – o contrário da relação de contraste. A ideia de que a não obrigatoriedade gera a indispensabilidade não está no texto.
Alternativa C — ❌ Incorreta
“Se não há” é uma condicional. O texto não coloca a aprendizagem dos gestos como condicionada à ausência de obrigatoriedade; há uma ressalva (concessão), não uma condição.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
“Embora não haja” é a concessiva correta. Mantém o sentido de “apesar de não haver obrigatoriedade, há indispensabilidade”. A correção gramatical (uso do subjuntivo) também é preservada.
Alternativa E — ❌ Incorreta
“Quando não há” introduz uma circunstância temporal (tempo), que não corresponde ao sentido original. O texto não afirma que a aprendizagem ocorre apenas no momento em que não há obrigatoriedade; o contraste é permanente.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca a relação lógica (concessão por finalidade, condição, tempo ou consequência). A palavra “mas” no texto é a pista decisiva.