Questão de Contabilidade Pública — Conceitos, objeto, abrangência e campo de aplicação — FCC 2017
Contabilidade Pública›Conceitos, objeto, abrangência e campo de aplicação
Código
fc040162
Banca
FCC
Órgão
TST
Ano
2017
Nível
Superior
Cargo
Analista Judiciário – Contabilidade
Após análise realizada pelo contador de uma entidade pública, concluiu-se que a base de mensuração que reflete de modo mais adequado o valor de um determinado ativo implica a mensuração do bem a valor de saída. Tal base, independente da técnica de atribuição de valor escolhida, fornece um valor não observável em mercado aberto, ativo e organizado. Além disso, a base de mensuração se caracteriza como uma medida específica para tal entidade pública. Assim sendo, de acordo com as determinações da NBC TSP Estrutura Conceitual − Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Informação Contábil de Propósito Geral pelas Entidades do Setor Público, uma possível base de mensuração para o ativo corresponde ao
Acusto histórico.
Bcusto de reposição.
Cvalor em uso.
Dvalor de mercado.
Epreço líquido de venda.
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GabaritoC — valor em uso.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Base de Mensuração de Ativos no Setor Público
Gabarito: letra C. A base de mensuração que é valor de saída, não observável em mercado aberto e específica para a entidade é o valor em uso, conforme a NBC TSP Estrutura Conceitual. As demais alternativas não atendem a todas essas características.
A questão descreve três características da base de mensuração:
Valor de saída (quando o ativo é mensurado pelo valor que seria obtido ao utilizá-lo ou aliená-lo);
Não observável em mercado aberto, ativo e organizado (ou seja, não pode ser obtido diretamente de preços de mercado);
Medida específica para a entidade (baseada em expectativas internas, não em transações de terceiros).
Essas três características definem o valor em uso (ou valor de serviço potencial, no setor público), que corresponde ao valor presente dos fluxos de benefícios futuros esperados do ativo para a entidade.
Base de Mensuração
Valor de Entrada/Saída
Observável em Mercado Aberto?
Medida Específica para a Entidade?
Atende à Descrição?
Custo Histórico
Entrada
Sim
Não
❌
Custo de Reposição
Entrada
Sim
Não
❌
Valor em Uso
Saída
Não
Sim
✅
Valor de Mercado
Saída
Sim
Não
❌
Preço Líquido de Venda
Saída
Sim
Não
❌
Base de mensuração
1Valor de entrada
Custo histórico (observável)
Custo de reposição (observável)
2Valor de saída
Observável em mercado
Valor de mercado
Preço líquido de venda
Não observável / específico da entidade
Valor em uso
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Custo histórico é valor de entrada (o que se pagou para adquirir o ativo) e é observável (documentado na compra). Não é valor de saída nem específico da entidade.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Custo de reposição (custo corrente) é também valor de entrada (quanto custaria para adquirir um ativo equivalente na data de mensuração) e é observável (preços de mercado de ativos similares). Não se enquadra como valor de saída.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Valor em uso é valor de saída, não observável (pois depende de projeções internas da entidade) e específico para a entidade (baseado nos benefícios que aquela entidade específica espera obter). Atende perfeitamente à descrição.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Valor de mercado (valor justo) é valor de saída, porém é observável em mercado aberto e não específico da entidade (reflete o valor para participantes do mercado). Não se encaixa em "não observável" e "específico para a entidade".
Alternativa E — ❌ Incorreta
Preço líquido de venda (valor realizável líquido) é valor de saída e geralmente observável (preço de venda menos custos), mas não é específico da entidade (baseia-se em mercado). Embora seja valor de saída, falta a característica de não observabilidade e especificidade.
NÃO CAIA NESSA!
A banca pode levar o candidato a confundir “valor em uso” com “preço líquido de venda”, ambos valores de saída. A diferença crucial: o preço líquido de venda é observável no mercado (quanto se obteria na venda), enquanto o valor em uso é uma estimativa interna (não observável) e específica para a entidade. Fique atento aos três critérios: saída, não observável, específico.