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Questão de Administração Pública — Qualidade no setor público — FCC 2017

Administração PúblicaQualidade no setor público
Código
fc040301
Banca
FCC
Órgão
TST
Ano
2017
Nível
Superior
Cargo
Analista Judiciário – Área Administrativa
Um dos mais conhecidos modelos de gestão de qualidade, que, com as adaptações correspondentes, vem sendo aplicado na busca de excelência no âmbito da Administração pública é o preconizado pela Fundação Nacional de Qualidade − FNQ, segundo o qual
  1. Asão apresentados fundamentos e critérios de excelência, divididos em subitens, aos quais são atribuídas pontuações que permitem identificar o grau de excelência da organização, inclusive, mas não necessariamente, para atribuição de premiação.
  2. Bcada organização define os próprios critérios de excelência, partindo dos fundamentos de excelência da FNQ, a fim de atingir os objetivos almejados e metas estabelecidas.
  3. Ccada organização pode ser avaliada de acordo com seu grau de maturidade em qualidade, tendo como referencial os modelos de gestão aplicados pela FNQ e respectivas metas individualizadas.
  4. Dcabe às organizações a definição dos seus fundamentos de excelência, a partir dos critérios preconizados pela FNQ, mas apenas a Fundação é apta para fazer a avaliação para tal finalidade.
  5. Ea FNQ define, a cada biênio, os fundamentos, critérios e pontuação para aferição do grau de excelência das organizações cadastradas, para fins de certificação de qualidade e atribuição de premiações.
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GabaritoA — são apresentados fundamentos e critérios de excelência, divididos em subitens, aos quais são atribuídas pontuações que permitem identificar o grau de excelência da organização, inclusive, mas não necessariamente, para atribuição de premiação.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Modelo de Excelência da FNQ na Administração Pública

Gabarito: letra A. O modelo de excelência da Fundação Nacional de Qualidade (FNQ) é estruturado em fundamentos e critérios de excelência, subdivididos em itens com pontuação, que permitem avaliar o grau de maturidade da gestão de uma organização. Essa avaliação pode ser usada para premiação (como o Prêmio Nacional da Qualidade), mas não é obrigatória — o modelo serve principalmente como referencial para autoavaliação e melhoria contínua.

A banca testa o conhecimento sobre a estrutura do modelo FNQ: ele é padronizado, com critérios definidos pela própria fundação, e a organização não cria seus próprios critérios ou fundamentos. A alternativa correta descreve exatamente essa sistemática.

Característica

Modelo FNQ (Alternativa A - Correta)

Alternativa B (Incorreta)

Alternativa C (Incorreta)

Alternativa D (Incorreta)

Alternativa E (Incorreta)

Quem define os critérios de excelência?

A FNQ, de forma padronizada.

Cada organização, partindo dos fundamentos da FNQ.

A FNQ (referencial), mas com metas individualizadas.

A organização define os fundamentos, a partir dos critérios da FNQ.

A FNQ, a cada biênio.

Estrutura do modelo

Fundamentos e critérios, divididos em subitens com pontuação.

Critérios próprios, baseados nos fundamentos da FNQ.

Grau de maturidade, com base nos modelos da FNQ e metas individualizadas.

Fundamentos definidos pela organização, com critérios da FNQ.

Fundamentos, critérios e pontuação definidos a cada biênio.

Finalidade da avaliação

Identificar o grau de excelência, podendo (mas não obrigatoriamente) ser usada para premiação.

Atingir objetivos e metas estabelecidas pela organização.

Avaliar o grau de maturidade em qualidade.

Avaliação feita exclusivamente pela FNQ.

Aferir o grau de excelência para certificação e premiação.

Padronização vs. Individualização

Modelo padronizado, com pontuação fixa.

Critérios individualizados por organização.

Metas individualizadas por organização.

Fundamentos individualizados, critérios padronizados.

Modelo padronizado, mas revisado periodicamente.

1Estrutura fixa pela FNQ
8 fundamentos
8 critérios (itens + subitens)
Pontuação padronizada
2Finalidades
Autoavaliação
Melhoria contínua
Premiação (PNQ) — opcional
3O que a organização NÃO faz
Criar critérios próprios
Definir fundamentos
Estabelecer metas individualizadas
Modelo FNQ (MEG)
LEVELsoulevel.com.br
Modelo FNQ (MEG): Estrutura fixa pela FNQ (8 fundamentos, 8 critérios (itens + subitens), Pontuação padronizada); Finalidades (Autoavaliação, Melhoria contínua, Premiação (PNQ) — opcional); O que a organização NÃO faz (Criar critérios próprios, Definir fundamentos, Estabelecer metas individualizadas)

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa afirma que o modelo FNQ apresenta fundamentos e critérios de excelência, divididos em subitens, com pontuação para identificar o grau de excelência, podendo ser usado para premiação, mas não necessariamente. Isso está correto: o Modelo de Excelência em Gestão (MEG) da FNQ é composto por oito fundamentos (como pensamento sistêmico, aprendizado organizacional, etc.) e oito critérios (liderança, estratégias, clientes, etc.), cada um com itens e subitens pontuados. A pontuação total permite enquadrar a organização em faixas de maturidade, e a premiação (ex.: PNQ) é uma das finalidades, mas não a única.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que "cada organização define os próprios critérios de excelência, partindo dos fundamentos da FNQ". Erro: os critérios de excelência são fixados pela FNQ, não pelas organizações. O modelo é um referencial único e padronizado; a organização pode adaptar a aplicação, mas não criar critérios próprios. A banca induz ao erro ao sugerir autonomia na criação dos critérios.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Diz que "cada organização pode ser avaliada de acordo com seu grau de maturidade em qualidade, tendo como referencial os modelos de gestão aplicados pela FNQ e respectivas metas individualizadas". O erro está em "metas individualizadas": o modelo FNQ não estabelece metas específicas para cada organização; ele fornece um referencial único (os critérios) contra o qual a organização se mede. As metas são definidas pela própria organização, mas o referencial é o mesmo para todas.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que "cabe às organizações a definição dos seus fundamentos de excelência, a partir dos critérios preconizados pela FNQ, mas apenas a Fundação é apta para fazer a avaliação". Dois erros: (1) os fundamentos de excelência são definidos pela FNQ, não pela organização; (2) a avaliação pode ser feita pela própria organização (autoavaliação) ou por avaliadores externos, não exclusivamente pela FNQ. A FNQ gerencia o prêmio, mas a avaliação interna é incentivada.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que "a FNQ define, a cada biênio, os fundamentos, critérios e pontuação para aferição do grau de excelência das organizações cadastradas, para fins de certificação de qualidade e atribuição de premiações". Inconsistências: (1) a atualização do modelo não é necessariamente bienal — o MEG é revisado periodicamente, mas não há regra fixa de biênio; (2) a FNQ não realiza "certificação de qualidade" como a ISO; ela oferece premiação, mas o modelo é principalmente uma ferramenta de gestão, não um sistema de certificação. Além disso, a avaliação não é restrita a organizações "cadastradas", mas aberta a qualquer organização que queira aderir ao modelo.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta confundir o candidato com a ideia de que cada organização pode criar seus próprios critérios (alternativa B) ou fundamentos (D). Lembre-se: o modelo FNQ é centralizado e padronizado — a organização não define os critérios; ela apenas aplica o modelo existente. Outra armadilha é associar a avaliação exclusivamente à FNQ (D), quando a autoavaliação é um dos pilares do modelo.

Gabarito: letra A.

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