Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2017
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Código
fc040346
Banca
FCC
Órgão
TST
Ano
2017
Nível
Superior
Cargo
Analista Judiciário – Área Administrativa
Resistente ao termo “pós-modernidade” (porque falta perspectiva histórica para dar por terminada a modernidade), Bauman dizia: “O que temos é uma versão privatizada da modernidade”.(Adaptado de: DE QUEROL, Ricardo. Disponível em: brasil.elpais.com)Uma redação alternativa para o texto acima, em que se mantêm as relações de sentido, está expressa com correção em:
ABauman demonstrava resistência ao termo “pós-modernidade”, afirmando que o que temos é uma versão privatizada da modernidade, uma vez que falta perspectiva histórica para considerá-la superada.
BBauman resiste ao termo “pós-modernidade”, explicando que falta perspectiva histórica para dar por terminada a modernidade, e afirmou: temos-lhe uma versão privatizada.
CBauman afirmou que: o que temos é uma versão privatizada da modernidade, embora falte perspectiva histórica para dá-la por terminada, com isso resiste ao termo “pós-modernidade”.
DAinda que resista ao termo “pós-modernidade”, Bauman explica que lhe falta perspectiva histórica para dar por terminada, afirmando que o que temos é uma versão privatizada da modernidade.
ESegundo Bauman, que resistia ao termo “pós-modernidade”, pois lhe faltara perspectiva histórica para considerá-la superada, o que temos é uma versão privatizada da mesma.
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GabaritoA — Bauman demonstrava resistência ao termo “pós-modernidade”, afirmando que o que temos é uma versão privatizada da modernidade, uma vez que falta perspectiva histórica para considerá-la superada.
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Reescrita de frase mantendo relações de sentido
Gabarito: letra A. A alternativa A preserva a relação causal entre a resistência ao termo "pós-modernidade" e a falta de perspectiva histórica para considerar a modernidade superada, além de manter a declaração de Bauman sobre a versão privatizada, tudo com correção gramatical.
No texto original, temos: Bauman era resistente ao termo "pós-modernidade", e essa resistência é explicada (entre parênteses) pela falta de perspectiva histórica para dar por terminada a modernidade. Em seguida, ele afirma que "o que temos é uma versão privatizada da modernidade".
A alternativa A reescreve: "Bauman demonstrava resistência ao termo “pós-modernidade”, afirmando que o que temos é uma versão privatizada da modernidade, uma vez que falta perspectiva histórica para considerá-la superada." A conjunção "uma vez que" estabelece a mesma relação causal, e a afirmação é mantida. Gramaticalmente, está correta: uso do pretérito imperfeito ("demonstrava"), regência adequada ("resistência a").
Alternativa B — ❌ Incorreta
Há erro gramatical em "temos-lhe" (o pronome "lhe" não pode ser objeto direto de "ter" no sentido de possuir). Além disso, a relação causal não fica clara; a frase "explicando que falta perspectiva..." parece desconectada. A quebra de temporalidade ("resiste" no presente vs "dizia" no passado) também compromete a fidelidade.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A conjunção "embora" estabelece relação de concessão, e não de causa como no original. A resistência ao termo é apresentada como consequência ("com isso resiste"), invertendo a relação causal. A estrutura está truncada e o sentido original se perde.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"Ainda que" também é concessivo, indicando que a resistência ocorre apesar de algo, o que contraria a relação causal do original. Além disso, a explicação sobre a falta de perspectiva é colocada como um fato separado, e não como causa da resistência.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Embora tente manter a causalidade com "pois", a construção "lhe faltara" é ambígua (o pronome "lhe" pode gerar confusão) e a expressão "da mesma" é deselegante e pode ser considerada inadequada. A redação é mais complexa e altera a clareza da relação.
PEGA ESSA DICA!
Ao reescrever frases, identifique as relações lógicas (causa, consequência, concessão, etc.) e confira se o conectivo usado na reescrita mantém exatamente essa relação. Conectivos como "embora" e "ainda que" são concessivos; "uma vez que", "porque", "pois" são causais.