Análise da questão – Nietzsche e o conhecimento científico
Gabarito: letra A. O texto afirma que Humano, demasiado humano é um "ajuste de contas definitivo" com as ideias de Schopenhauer e que Nietzsche o insere na tradição das Luzes, "caracterizada pela confiança no poder emancipatório da ciência", além de afirmar que o conhecimento científico "torna livre o espírito". A alternativa A parafraseia fielmente essa passagem.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"A coletânea... é um ajuste de contas definitivo com as ideias fundamentais do sistema filosófico de Schopenhauer." E mais: "Nietzsche já o insere simbolicamente na tradição da filosofia das Luzes, caracterizada pela confiança no poder emancipatório da ciência" e "conhecimento científico torna livre o espírito".
A alternativa sintetiza corretamente o afastamento de Schopenhauer e a valorização da ciência como libertadora.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Erro: extrapolação. O subtítulo "Um livro para espíritos livres" é associado à tradição das Luzes e à ciência, não à liberdade de imaginação do artista. O texto afirma que a arte perdeu o privilégio metafísico e que a ciência liberta. A alternativa inverte o sentido ao valorizar a arte sobre a ciência.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Erro: acrescenta opinião. O texto apenas descreve a posição do jovem Nietzsche (que o conhecimento científico era estéril), mas não emite juízo de valor sobre sua "ingenuidade". A alternativa insere uma avaliação subjetiva que não está no texto.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Erro: troca de referente. A "doutrina" mencionada no 3º parágrafo refere-se ao que a arte ensinou por milênios: "olhar com interesse e prazer a vida". Ela não se refere à crença no conhecimento científico, e muito menos está em conformidade com Schopenhauer; pelo contrário, Nietzsche se afasta dele.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Erro: contradiz o texto. O texto não afirma que Nietzsche condenou a arte como ilusória ou que o autor do texto considera a arte como "belo edificante". Na verdade, Nietzsche diz que o conhecimento até da horrível realidade é belo, e não há condenação precipitada da arte. A alternativa distorce a relação entre arte e ciência.
Conclusão: A única alternativa que se sustenta integralmente no texto é a letra A, que respeita a paráfrase das ideias principais.