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Questão de Português — Sintaxe — FCC 2017

PortuguêsSintaxe
Código
fc040416
Banca
FCC
Órgão
TST
Ano
2017
Nível
Superior
Cargo
Analista Judiciário – Área Judiciária
É adequado o uso da expressão Em privá-los, no início de um período do texto, porque aqui
  1. Ase pretende dar ênfase ao momento em que ocorre a referida privação.
  2. Bestá sendo utilizada, coerentemente, com o valor de mesmo se os privam.
  3. Cé uma retomada da correta regência do termo anterior cumplicidade.
  4. Dse pretende atender, sem muito rigor, à regência de liberdade de escolha.
  5. Ese está constituindo uma oração subordinada que expressa uma finalidade.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — é uma retomada da correta regência do termo anterior cumplicidade.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Uso da expressão "Em privá-los" – Regência de "cumplicidade"

Gabarito: letra C. A expressão "Em privá-los" é adequada porque retoma a regência do termo anterior cumplicidade, que exige a preposição em. Como se lê no texto: "Veja-se no interior das famílias a cumplicidade dos adultos em manejar os velhos, em imobilizá-los [...]. Em privá-los da liberdade de escolha". A sequência de termos iniciados por em + infinitivo são complementos nominais do substantivo cumplicidade, e não orações adverbiais.

O comando pede a justificativa para o uso adequado de "Em privá-los". A opção C explica corretamente que o termo é uma retomada da regência de cumplicidade, substantivo que rege a preposição em. As demais fogem dessa análise sintática.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que o uso visa dar ênfase ao momento da privação. O texto não indica qualquer intenção de ênfase temporal; o que há é uma enumeração de ações que complementam o sentido de "cumplicidade". Erro: acrescenta opinião (inventa um propósito não sustentado).

Alternativa B — ❌ Incorreta

A expressão "Em privá-los" não tem valor de "mesmo se os privam" (concessivo/condicional). Trata-se de um complemento nominal, não de uma oração adverbial. Erro: troca conceito (confunde função sintática).

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Conforme demonstrado, "cumplicidade" rege a preposição em, e os termos "em manejar", "em imobilizar", "Em privá-los" são complementos nominais desse substantivo. A retomada é coerente e gramatical.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Diz que o uso atende "sem muito rigor" à regência de "liberdade de escolha". Na verdade, "liberdade de escolha" é objeto direto de "privar" (privar alguém de algo), não rege o em inicial. A regência correta é de cumplicidade. Erro: fora do escopo (desvia o foco para termo que não rege a preposição).

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que "Em privá-los" é oração subordinada com valor de finalidade. Não há ideia de finalidade (para quê); a sequência enumera as formas de cumplicidade. A oração é reduzida de infinitivo, mas exerce função de complemento nominal, não adverbial. Erro: troca de conceito (classifica erroneamente a oração).

Conclusão: A única alternativa que justifica corretamente o uso de "Em privá-los" é a C, pois vincula a expressão à regência do substantivo cumplicidade.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de regência, identifique o termo que exige a preposição. Substantivos abstratos como "cumplicidade" frequentemente pedem complemento com em (cumplicidade em algo). Desconfie de alternativas que atribuem funções adverbiais a complementos nominais.

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