Adoção de uma ética genuína
Gabarito: letra B. A ética genuína, conforme o 2º parágrafo, exige que escolhamos e elegemos os valores básicos que nos sustentam com coerência — ou seja, que imponhamos nossa seletividade às mensagens recebidas. A passagem que ancora a resposta é:
"é preciso sempre escolher, o que significa eleger os valores básicos que nos sustentem em pé com sua coerência. É o que se pode chamar de ética genuína: aquele conjunto de valores que somos capazes de escolher para a nossa prática"
A alternativa B parafraseia esse núcleo: "imponhamos às mensagens que nos chegam nossa seletividade de valores" corresponde a "escolher" e "eleger" ativamente, aplicando o próprio julgamento.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Diz que devemos reconhecer o valor positivo de todas as informações. O texto, contudo, afirma que a saturação de signos "pede seletividade" (1º parágrafo) e que há risco de dispersão por valores contraditórios. A alternativa generaliza e contradiz o texto, que defende escolha, não aceitação passiva.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Conforme analisado, "impor nossa seletividade" é exatamente o que o texto descreve como "escolher" e "eleger os valores básicos". A passagem citada prova a correspondência.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que a prática de valores deve ser inspirada naqueles que nos chegam. O texto, porém, defende que nós escolhemos os valores para a nossa prática ("escolher para a nossa prática"), e não que eles nos inspiram. A alternativa inverte a direção: em vez de o sujeito selecionar ativamente, sugere recepção passiva. É uma troca de conceito.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Propõe submeter ao crivo pessoal as vantagens de também sermos objetos. O texto menciona que a sociedade insinua que somos objetos (3º parágrafo), mas a ética genuína está em ser sujeito da própria consciência ("Ser sujeito da própria consciência"). Falar em "vantagens de sermos objetos" é uma extrapolação — o texto não discute vantagens, e sim o perigo de ser tratado como objeto.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Diz seleção de valores segundo o arbítrio de nossa vontade. O texto qualifica a escolha com coerência e equilíbrio do próprio julgamento ("eleger os valores básicos que nos sustentem em pé com sua coerência"; "análise a partir de um certo equilíbrio do nosso próprio julgamento"). "Arbítrio" sugere capricho ou vontade sem critério, o que contradiz a ideia de coerência. A alternativa extrapola ao substituir o critério racional por mera vontade.
Conclusão: única alternativa inteiramente sustentada pelo texto é a B, que traduz fielmente o ato de escolher e impor seletividade de valores, conforme exige a ética genuína.