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Questão de Direito Processual Civil - Novo Código de Processo Civil - CPC 2015 — Prova Testemunhal — FCC 2017

Direito Processual Civil - Novo Código de Processo Civil - CPC 2015Prova Testemunhal
Código
fc040458
Banca
FCC
Órgão
TST
Ano
2017
Nível
Superior
Cargo
Juiz do Trabalho Substituto
Com relação à prova testemunhal, a legislação processual civil sobre a matéria estabelece:
  1. AO juiz inquirirá primeiro as testemunhas do autor e depois as testemunha do réu, podendo essa ordem ser alterada pelo juiz de modo justificado, independentemente da concordância de ambas as partes.
  2. BÉ inadmissível sobre fato objeto de documento impugnado pela parte adversa àquela que o apresentou nos autos, bem como sobre fato provado por confissão da parte que afaste vício formal do documento.
  3. COs condenados por falso testemunho, assim considerados indignos de fé, são considerados suspeitos para depor como testemunha, por expressa disposição legal.
  4. DO respeito à intimidade da testemunha prepondera sobre o dever de dizer a verdade no processo, quando os fatos acarretarem grave dano à testemunha ou sobre os quais deva guardar sigilo, por estado ou profissão.
  5. EO juiz da causa arrolado como testemunha e que tenha ciência de fatos que possam influir na decisão deverá depor e, em seguida, declarar seu impedimento para prosseguir na instrução e julgamento do feito.
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GabaritoD — O respeito à intimidade da testemunha prepondera sobre o dever de dizer a verdade no processo, quando os fatos acarretarem grave dano à testemunha ou sobre os quais deva guardar sigilo, por estado ou profissão.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Prova Testemunhal no CPC/2015

Gabarito: letra D. A alternativa D está correta porque, conforme o CPC/2015, a testemunha pode recusar-se a depor quando os fatos lhe acarretarem grave dano ou quando, por estado ou profissão, deva guardar sigilo, prevalecendo o respeito à intimidade sobre o dever de dizer a verdade.

A questão exige conhecimento das regras específicas sobre prova testemunhal no CPC/2015, especialmente aquelas alteradas em relação ao código anterior.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Dispõe que o juiz pode alterar a ordem de inquirição independentemente da concordância das partes. O art. 456 do CPC/2015 estabelece o contrário:

Art. 456CPC

"O juiz inquirirá as testemunhas separada e sucessivamente, primeiro as do autor e depois as do réu, e providenciará para que uma não ouça o depoimento das outras. Parágrafo único — O juiz poderá alterar a ordem estabelecida no caput se as partes concordarem."

Portanto, a alteração depende da concordância de ambas as partes, e não pode ser feita de modo unilateral pelo juiz. ❌ Incorreta.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma ser inadmissível prova testemunhal sobre fato objeto de documento impugnado e sobre fato provado por confissão que afaste vício formal do documento. O art. 443, I, do CPC/2015 dispõe:

Art. 443CPC

"O juiz indeferirá a inquirição de testemunhas sobre fatos:

I — já provados por documento ou confissão da parte;"

A regra é que, se o fato já está provado por documento ou confissão, a testemunha é desnecessária. Não há a condição de o documento estar impugnado ou de a confissão "afastar vício formal". A alternativa mistura conceitos e não reflete a literalidade da lei. ❌ Incorreta.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Sustenta que os condenados por falso testemunho são considerados suspeitos por expressa disposição legal. No CPC/1973, essa hipótese constava como causa de suspeição, mas o CPC/2015 a eliminou expressamente. O §3º do art. 447 do CPC/2015 não mais inclui o condenado por falso testemunho entre os suspeitos. Assim, a afirmação está desatualizada. ❌ Incorreta.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa D reproduz o princípio de que a intimidade da testemunha prepondera sobre o dever de verdade quando os fatos puderem causar grave dano à testemunha ou sobre os quais ela deva guardar sigilo por estado ou profissão. O CPC/2015, em seus arts. 448 e 449, estabelece hipóteses em que a testemunha não é obrigada a depor, como no caso de sigilo profissional ou perigo de dano grave. Essa regra assegura a proteção de bens jurídicos superiores, como a intimidade e a vida privada, em consonância com a Constituição Federal. Portanto, correta. ✅ Gabarito.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que o juiz arrolado como testemunha deve depor e depois declarar seu impedimento. O art. 452, I, do CPC/2015 determina o contrário:

Art. 452CPC

"Quando for arrolado como testemunha, o juiz da causa:

I — declarar-se-á impedido, se tiver conhecimento de fatos que possam influir na decisão, caso em que será vedado à parte que o incluiu no rol desistir de seu depoimento;"

O juiz não depõe para depois se declarar impedido; ele se declara impedido imediatamente, e seu depoimento será colhido se as partes insistirem (embora vedada a desistência). A ordem está invertida. ❌ Incorreta.

Gabarito: letra D.

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