Reescritura de segmento do texto sobre cultura brasileira
Gabarito: letra C. A alternativa C mantém a correção gramatical e reproduz fielmente a lógica do trecho original sobre a tentação de passar ao polo oposto. O texto afirma que, para alguém consciente do prejuízo, "Nada mais razoável... que passar ao polo oposto e imaginar que baste não reproduzir a tendência metropolitana para alcançar uma vida intelectual mais substantiva" (último parágrafo). A reescrita em C substitui "Nada mais razoável" por "Seria razoável", "para alguém" por "que uma pessoa", "a par do prejuízo" por "consciente do prejuízo", e mantém a mesma estrutura condicional, sem introduzir ideias novas ou erros de concordância. As demais alternativas cometem desvios gramaticais ou alteram o sentido original.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Substitui "faz vinte anos" por "fazem vinte anos" (erro de concordância do verbo impessoal "fazer") e acrescenta o advérbio "surpreso", que não está no texto. O original diz apenas que o autor "assistiu ao trânsito", sem expressar surpresa. Além disso, "à crítica transitando" emprega crase indevida antes de palavra feminina que não exige preposição "a" regida por "observar". Logo, a alternativa altera o sentido e contém erro gramatical.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O trecho original diz que "Percepções e teses... são decapitadas periodicamente, e problemas a muito custo identificados ficam sem o desdobramento que lhes poderia corresponder". A alternativa reescreve como "privam-se o país de percepções e teses... cujos problemas que há muito se identificou ficam sem as soluções cabíveis". Há erro de concordância em "privam-se o país" (sujeito singular exige "priva-se") e em "se identificou" (sujeito plural "problemas" exige "se identificaram"). Além disso, "soluções cabíveis" altera o sentido original de "desdobramento" (continuidade/amadurecimento) para um conceito de solução final não previsto no texto.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Reescreve com precisão a passagem final: "Nada mais razoável, portanto, para alguém consciente do prejuízo, que passar ao polo oposto e imaginar que baste não reproduzir a tendência metropolitana para alcançar uma vida intelectual mais substantiva." Em C: "Seria razoável, por conseguinte, que uma pessoa, a par do prejuízo, passasse ao polo oposto e imaginasse que deixar de reproduzir a tendência metropolitana seria suficiente para atingir uma vida intelectual mais substancial." Os ajustes são sinônimos adequados ("por conseguinte" por "portanto", "a par" por "consciente") e a estrutura subjuntiva mantém a correção. Não há acréscimo de informação ou erro de regência.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O original diz: "Não é preciso ser adepto da tradição para reconhecer os inconvenientes desta praxe, a que falta a convicção das teorias, logo trocadas." A alternativa introduz crase indevida em "à ela" (deveria ser "a ela") e erros de concordância: "advém problemas" (singular/plural) e "falta teorias" (singular/plural). Além disso, acrescenta a ideia de que as teorias "devem se sustentar na prática", o que não está no texto original, que apenas fala em falta de convicção e rápida substituição.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A conjunção "porquanto" é causal (porque) ou pode ser usada como concessiva (embora) em alguns contextos, mas no original a relação é adversativa ("mas"). A alteração do conectivo muda a lógica entre as orações. Além disso, "quanto à guitarra" usa crase incorreta: a expressão correlativa "tanto... quanto" não exige preposição antes do segundo elemento (o correto é "tanto a imagem... quanto a guitarra"). O sentido também é alterado: o original fala em "países que nos servem de modelo", enquanto a alternativa generaliza para "modelos seguidos".
Gabarito: letra C.