Questão de Português — Conjunções: Relação de causa e consequência — FCC 2017
- Código
- fc040987
- Banca
- FCC
- Órgão
- TRE-SP
- Ano
- 2017
- Nível
- Médio
- Aconsecutivo.
- Bcausal.
- Cconcessivo.
- Dtemporal.
- Econdicional.
GabaritoC — concessivo.
Gabarito: letra C. A conjunção "mesmo que" expressa concessão, pois introduz um fato que, embora contrário à ideia principal, não a invalida. No texto, lê-se:
"Mas, mesmo que oculta, a influência de Aristóteles e de Platão está presente na forma como o pensamento governa os hábitos intelectuais da civilização atual."
A oração concessiva "mesmo que oculta" admite que a influência está escondida, mas isso não impede que ela continue presente – relação típica de concessão.
O sentido consecutivo exprime consequência (ex.: tanto que, de modo que). O texto não estabelece que a influência estar oculta é consequência de algo; ao contrário, há uma ressalva.
O sentido causal indica causa (ex.: porque, já que). "Mesmo que" não introduz causa; se fosse causal, diria que a influência está presente porque está oculta, o que é ilógico.
Como demonstrado, "mesmo que" é conjunção concessiva clássica. A banca cobrou o reconhecimento desse valor semântico.
O sentido temporal marca tempo (ex.: quando, enquanto). "Mesmo que" não indica simultaneidade ou anterioridade; é uma ressalva.
O sentido condicional expressa condição (ex.: se, caso). Embora "mesmo que" possa, em contextos, ter nuances condicionais, aqui é claramente concessivo, pois o fato de estar oculta não condiciona a presença da influência – ele a contrapõe.
Conjunções concessivas (embora, mesmo que, apesar de) sempre indicam uma quebra de expectativa: algo que seria obstáculo, mas não impede o fato principal. No texto, a oposição entre "oculta" e "presente" revela a concessão.
Gabarito: letra C
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