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Questão de Português — Concordância verbal, Concordância nominal — FCC 2017

PortuguêsConcordância verbal, Concordância nominal
Código
fc041090
Banca
FCC
Órgão
TRT - 11ª Região (AM e RR)
Ano
2017
Nível
Médio
O verbo que pode ser corretamente flexionado em uma forma do plural, sem que nenhuma outra modificação seja feita na frase, está em:
  1. A... em que se acredita em prazeres instantâneos... (4° parágrafo)
  2. BGrande parte das pessoas não trabalharia... (4° parágrafo)
  3. C... o campo de ideais que a pessoa valoriza. (3° parágrafo)
  4. D... que não represente os valores... (3° parágrafo)
  5. E... não se referia às vontades impulsivas... (2° parágrafo)
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GabaritoB — Grande parte das pessoas não trabalharia... (4° parágrafo)

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Concordância verbal com sujeito partitivo

Gabarito: letra B. A questão pede o verbo que pode ser flexionado no plural sem alterar nenhuma outra palavra da frase. A única alternativa em que isso é gramaticalmente possível é a B, devido à regra de concordância facultativa com sujeitos partitivos.

B) Grande parte das pessoas não trabalharia...

O sujeito é "grande parte das pessoas" — uma expressão partitiva que permite concordância tanto com o núcleo singular (parte) quanto com o especificador plural (pessoas). A forma plural "trabalhariam" é aceita pela gramática normativa, conforme ensina Celso Cunha e Lindley Cintra: "com as expressões a maior parte de, grande parte de, a maioria de etc. o verbo pode ficar no singular ou ir para o plural". Portanto, é possível escrever "Grande parte das pessoas não trabalhariam" sem mudar mais nada.

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Em questões de concordância, desconfie de frases com sujeito partitivo (a maioria de, grande parte de, uma porção de). O plural é facultativo — se a banca perguntar "pode ser flexionado no plural", essa é a chance.

Alternativa A — ❌ Incorreta

"em que se acredita em prazeres instantâneos"

Aqui "se" é partícula apassivadora (voz passiva sintética) ou índice de indeterminação do sujeito? Na construção "se acredita", o verbo fica no singular porque é impessoal (ou passivo com sujeito oracional). Mudar para "se acreditam" exigiria um sujeito plural explícito (prazeres instantâneos seria sujeito? Não, "em prazeres" é objeto indireto). Logo, o plural não se sustenta.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"o campo de ideais que a pessoa valoriza"

O sujeito da oração relativa é "a pessoa" (singular). O verbo "valoriza" concorda com ele. Para usar "valorizam", seria preciso que o sujeito fosse plural ("as pessoas"), o que alteraria a frase.

Alternativa D — ❌ Incorreta

"que não represente os valores"

Oraela se refere a "uma prática" (singular). O verbo "represente" (presente do subjuntivo) concorda com esse antecedente. Pluralizar para "representem" exigiria que o antecedente fosse plural ("práticas").

Alternativa E — ❌ Incorreta

"não se referia às vontades impulsivas"

O sujeito é "ele" (Freud), implícito. O verbo "referia" está no singular. Para o plural, precisaríamos de um sujeito plural ("eles" — Freud e outros), o que altera o sentido e exige mudança na frase.

Conclusão: Somente a alternativa B admite a flexão plural do verbo mantendo a estrutura original.

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Teste do 'nós'

Para achar o sujeito e a concordância verbal correta, substitua o sujeito por 'nós' — o verbo deve concordar com ele. Ajuda a resolver concordância em casos duvidosos.

— Concordância verbal / sujeito

Gabarito: letra B

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