Questão de Português — Sintaxe — FCC 2017
- Código
- fc041132
- Banca
- FCC
- Órgão
- TRT - 21ª Região (RN)
- Ano
- 2017
- Nível
- Superior
- APara que haja
- BDe modo que não haja
- CSe não há
- DEmbora não haja
- EQuando não há
GabaritoD — Embora não haja
Gabarito: D. A oração reduzida de gerúndio "Não havendo obrigatoriedade do ensino" expressa uma ideia de concessão (embora não haja), confirmada pelo contraste com "mas sua indispensabilidade" logo na sequência. A única alternativa que preserva esse sentido é Embora não haja.
No trecho original, lê-se: "Não havendo obrigatoriedade do ensino mas sua indispensabilidade no ajustamento da conduta social". O conectivo "mas" marca oposição entre a não obrigatoriedade e a indispensabilidade, exigindo uma relação concessiva: algo que é verdadeiro (não há obrigatoriedade) não impede que outra coisa também o seja (é indispensável).
Identifique o conectivo "mas" — ele revela que a oração anterior tem valor concessivo. Troque o gerúndio por "embora" e veja se o sentido de contraste se mantém.
"Para que haja" expressa finalidade (objetivo). O texto não diz que a aprendizagem ocorre para que haja obrigatoriedade; diz o contrário: apesar da falta de obrigatoriedade, aprendemos. Erro: troca de sentido (finalidade em vez de concessão).
"De modo que não haja" indica consequência (resultado). A ideia original não é que a aprendizagem resulta na não obrigatoriedade; é que a não obrigatoriedade é um fato que contrasta com a indispensabilidade. Erro: troca de sentido (consequência em vez de concessão).
"Se não há" expressa condição (hipótese). O texto não apresenta a não obrigatoriedade como condição para a aprendizagem; ao contrário, afirma que, mesmo sem ela, aprendemos. O "mas" inviabiliza a leitura condicional. Erro: troca de sentido (condição em vez de concessão).
"Embora não haja" é a concessão exata que o contexto exige. O "embora" introduz um fato contrário que não impede o que se afirma (a indispensabilidade e a aprendizagem). A frase fica: "Embora não haja obrigatoriedade do ensino, sua indispensabilidade...", mantendo o sentido original.
"Quando não há" expressa tempo (circunstância temporal). O texto não diz que a aprendizagem ocorre no momento em que não há obrigatoriedade; ela ocorre apesar disso. Erro: troca de sentido (temporal em vez de concessão).
Conclusão: A relação correta é de concessão, captada apenas pela alternativa D. As demais introduzem relações semânticas incompatíveis (finalidade, consequência, condição, tempo).
O gerúndio "havendo" pode sugerir condição ou tempo, mas o "mas" logo depois desfaz a ambiguidade e impõe a leitura concessiva. A banca conta com o candidato que não percebe o papel do conectivo adversativo.
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