Redação condicional – reescritura fiel ao sentido do texto
Gabarito: letra B. A única alternativa que preserva a relação de causa e consequência do trecho original (submeter-se ao olhar do jornalista → perder a própria capacidade de análise) com correção gramatical e clareza é a B.
O período original do texto afirma que, se nos submetemos à visada do jornalista, então nos desfazemos da nossa capacidade de análise. Toda reescritura deve manter essa condicional: a adesão à perspectiva alheia implica a renúncia ao julgamento próprio.
Alternativa A — ❌ Incorreta
"Caso não nos desfazermos da nossa capacidade de analisar, nos inclinaremos diante do olhar próprio do jornalista que deu a notícia."
Erro: inverte a condição. O texto original diz que submeter-se leva a perder a capacidade; aqui, não perder a capacidade leva a submeter-se. Além disso, "desfazermos" (infinitivo pessoal) depois de "caso não" deveria ser "desfazermos"? Na verdade, o correto seria "caso não nos desfaçamos" (presente do subjuntivo). A redação é gramaticalmente questionável e semanticamente oposta ao original.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"Se aceitarmos inteiramente a perspectiva de quem redigiu a notícia, não nos valeremos de nossa própria faculdade de interpretá-la."
Perfeita equivalência. "Se aceitarmos... não nos valeremos" é uma condicional correta (futuro do subjuntivo + futuro do presente) que reproduz exatamente a ideia: aceitar a perspectiva → não usar a faculdade de interpretar. Mantém o sentido de perda da autonomia analítica, com clareza e coesão.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"Quem se compraz a ver uma reportagem do ângulo jornalístico, acaba por renunciar à possibilidade de compreendê-lo a partir de si mesmo."
Erros de coesão e clareza. O pronome "compreendê-lo" é ambíguo: refere-se a "ângulo" (masculino) ou "jornalístico"? O termo "reportagem" é feminino, não poderia ser retomado por "lo". Além disso, "compraz a ver" é expressão pouco usual e o sentido de "renunciar à possibilidade de compreendê-lo" não é exatamente o mesmo que perder a própria capacidade de análise. A redação foge ao paralelismo com o original.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"À medida em que nos curvamos pelo poder de quem noticia, deixamo-nos de avaliar por nós mesmos nossa capacidade de análise."
Erro de relação lógica e gramatical. A expressão "à medida em que" indica proporcionalidade ou simultaneidade, e não condição (que era a relação original). Além disso, "deixamo-nos de avaliar" é construção anômala – o correto seria "deixamos de avaliar" ou "deixamo-nos de avaliar"? A ênclise com o pronome "nos" antes de infinitivo é inadequada. O sentido temporal enfraquece a causalidade do texto.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"Estaremos divergindo da nossa possibilidade de interpretar, caso nos deixássemos levar pelo ângulo das notícias com que nos submetemos."
Erro de concordância temporal e regência. "Estaremos divergindo" (futuro do presente) não se combina com "caso nos deixássemos" (pretérito imperfeito do subjuntivo) – o correto seria "caso nos deixemos" (presente do subjuntivo) para manter a correlação. Também "com que nos submetemos" é regência errada: o verbo "submeter-se" exige a preposição "a" (submeter-se a algo), portanto o correto seria "a que" ou "ao qual".
Conclusão: Apenas a alternativa B preserva a estrutura condicional, o sentido e a correção gramatical, sendo a resposta correta. Gabarito: letra B.