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Questão de Português — Conjunções: Relação de causa e consequência — FCC 2017

PortuguêsConjunções: Relação de causa e consequência
Código
fc041206
Banca
FCC
Órgão
TRT - 24ª REGIÃO (MS)
Ano
2017
Nível
Superior
Está reescrito conforme a norma-padrão da língua e com o sentido preservado em linhas gerais o seguinte trecho do texto:
  1. AContudo, presumo que... (2º parágrafo) / Porquanto, afirmo por conjectura que...
  2. B... acho que já estamos nos acostumando. (4º parágrafo) / ... tenho a impressão que já tornamo-nos resignados.
  3. C... não precisava contar nada para ninguém. (1º parágrafo) / ... não era impelido de me reportar à quem quer que fosse.
  4. D... ainda sinto desconforto em ver... (4º parágrafo) / ... continuo a sentir-me incomodado ao testemunhar...
  5. E... fotografar pratos envolvia um dilema... (3º parágrafo) / ... fotografar pratos abrangia-se de uma controvérsia...
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GabaritoD — ... ainda sinto desconforto em ver... (4º parágrafo) / ... continuo a sentir-me incomodado ao testemunhar...

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reescritura de trechos – Sentido e norma-padrão

Gabarito: letra D. A alternativa D é a única que preserva o sentido original ("ainda sinto desconforto em ver" ≈ "continuo a sentir-me incomodado ao testemunhar") e respeita a norma-padrão (regência, colocação pronominal, emprego de preposições). As demais alternativas alteram o significado ou cometem desvios gramaticais.

Alternativa A — ❌ Incorreta

"Contudo, presumo que..." → "Porquanto, afirmo por conjectura que..." O erro central é a troca do conectivo: "Contudo" (adversativo, ideia de oposição) por "Porquanto" (causal/explicativo). A reescritura inverte a relação lógica do período, alterando o sentido. Além disso, "afirmo por conjectura" é uma perífrase desnecessária e não equivalente a "presumo".

Alternativa B — ❌ Incorreta

"... acho que já estamos nos acostumando." → "... tenho a impressão que já tornamo-nos resignados." Dois problemas: (1) Erro de regência: o correto é "tenho a impressão de que"; (2) Alteração de sentido: "acostumando" (habituando-se) ≠ "resignados" (submissos, conformados). O verbo "tornamo-nos" no perfeito também quebra o aspecto progressivo de "estamos nos acostumando".

Alternativa C — ❌ Incorreta

"... não precisava contar nada para ninguém." → "... não era impelido de me reportar à quem quer que fosse." Múltiplos desvios: a regência de "impelido" exige a preposição "a" (e não "de"); o uso de "à quem" é inválido (crase antes de pronome interrogativo "quem" não ocorre); além disso, "impelido" (compelido, forçado) distorce o sentido de "precisar" (necessitar).

Alternativa D — ✅ Correta

"... ainda sinto desconforto em ver..." → "... continuo a sentir-me incomodado ao testemunhar..." A reescritura mantém o sentido: "ainda sinto" = "continuo a sentir"; "desconforto" = "incomodado"; "em ver" = "ao testemunhar". A regência está correta ("continuo a + infinitivo"), a colocação pronominal ("sentir-me") é facultativa e aceitável, e "ao testemunhar" emprega corretamente a preposição "a" mais o infinitivo. Nenhum desvio gramatical ou semântico.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"... fotografar pratos envolvia um dilema..." → "... fotografar pratos abrangia-se de uma controvérsia..." Erros: (1) Gramática: o verbo "abrangia" é transitivo direto e não admite pronome reflexivo "se" + preposição "de" (correto: "abrangia uma controvérsia"); (2) Sentido: "dilema" (escolha difícil entre duas opções) ≠ "controvérsia" (polêmica, discussão). A reescritura descaracteriza o conceito original.

Gabarito: letra D

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