Compreensão de citação e tese do autor
Gabarito: letra D. A frase de Hesíodo (“Ante os portais da excelência, os altos deuses puseram o suor”) é usada pelo autor para reforçar que a genialidade de Mozart resulta da combinação entre esforço e talento, conforme se lê no décimo parágrafo, que descreve a convergência de múltiplas circunstâncias, incluindo “uma energia pessoal vulcânica” (esforço) e “excepcional dotação genética” (talento).
“Mozart foi um prodígio que se fez gênio. O seu caminho de criança prodígio a gênio maduro revela o acerto do verso de Hesíodo: ‘Ante os portais da excelência, os altos deuses puseram o suor’.”
A citação corrobora a tese de que o gênio não é apenas dom divino ou genético, mas exige esforço e dedicação.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Erro: contradiz o texto. O autor afirma que “não existe um gene para tocar bem piano” e que a genialidade decorre de “ampla conjunção de genes” e outros fatores. Portanto, não é “apenas” genético.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Erro: extrapolação. O texto explica o sucesso de Mozart como fenômeno explicável (convergência de fatores), não como “dote divino”. A citação do suor reforça o esforço humano, não o dom divino.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Erro: fuga ao tema. O texto não aborda Iluminismo nem refutação de suas bases; a referência ao “século das luzes” é apenas cronológica.
Alternativa D — ✅ Correta
Erro: nenhum. A passagem citada mostra que o autor vê o gênio como resultado de esforço e talento. O suor (esforço) é necessário, mas não exclui o talento – a combinação dos dois é o que define a genialidade.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Erro: contradiz o texto. O autor afirma que “Mozart certamente não tem a profundidade emotiva de Beethoven. Nem por isso, contudo, é menor que ele”, ou seja, não estabelece superioridade de Beethoven.
Gabarito: letra D.