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Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2018

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fc042716
Banca
FCC
Órgão
Câmara Legislativa do Distrito Federal
Ano
2018
Cargo
Consultor Legislativo - Redação Parlamentar
Sobre o texto, é correto afirmar:
  1. APor se tratar de um texto em prosa, o paralelismo sonoro é preterido como recurso expressivo e plástico.
  2. BBusca, para criar efeitos irônicos e jocosos, o uso da onomatopeia, como em “verbosidade ardilosa”.
  3. CO aspecto sonoro é articulado de forma circunstancial, sem a pretensão de estabelecer efeitos estilísticos.
  4. DFaz uso de paronomásias que ampliam o seu sentido lúdico, colaborando para instaurar certa comicidade.
  5. EAs assonâncias são desprezadas, já que esses recursos são predominantemente utilizados em textos poéticos.
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GabaritoD — Faz uso de paronomásias que ampliam o seu sentido lúdico, colaborando para instaurar certa comicidade.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Paronomásia e efeito lúdico no texto de Humberto Werneck

Gabarito: letra D. O texto faz uso consciente da paronomásia (aproximação de palavras com sons semelhantes, como "palanfrão" e "palanfrório") para criar um efeito lúdico e humorístico, ampliando o tom descontraído e irônico da crônica. A passagem que comprova isso é o jogo entre o termo familiar "palanfrão" e o verbete de dicionário "palanfrório", cuja sonoridade próxima é explorada para produzir comicidade.

"O vocábulo mais próximo a que me levaram os dicionários é palanfrório, 'conjunto de palavras ou conversa desconexa, sem importância; bolodório', e, em outra acepção, 'verbosidade ardilosa'."

A paronomásia instaura uma relação de semelhança sonora entre os dois vocábulos, e o autor brinca com a coincidência, sugerindo que "palanfrão" quase se confunde com "palanfrório" — o que reforça o caráter inusitado e engraçado da palavra familiar.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que o texto, por ser em prosa, pretere o paralelismo sonoro como recurso expressivo. O próprio texto desmente essa ideia, pois explora a sonoridade das palavras (paronomásia) justamente como recurso estilístico. A prosa também pode utilizar figuras de som. Erro: contradiz o texto.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Diz que o texto busca efeitos irônicos e jocosos com o uso de onomatopeia em "verbosidade ardilosa". Onomatopeia é a imitação de sons naturais; "verbosidade ardilosa" não imita som algum, apenas descreve um tipo de fala enganosa. Erro: troca conceito (confunde paronomásia com onomatopeia).

Alternativa C — ❌ Incorreta

Sustenta que o aspecto sonoro é articulado de forma circunstancial, sem pretensão de efeitos estilísticos. Pelo contrário, o autor destaca intencionalmente a sonoridade de "palanfrão" e sua semelhança com "palanfrório", construindo um dos pontos altos do humor do texto. Erro: contradiz o texto.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Afirma que o texto "faz uso de paronomásias que ampliam o seu sentido lúdico, colaborando para instaurar certa comicidade". Exato: a aproximação sonora entre "palanfrão" e "palanfrório" é uma paronomásia (figura de som que aproxima palavras parônimas). Essa brincadeira com as palavras confere leveza e humor ao relato, como se vê na conclusão do parágrafo, em que o autor contrasta o "quase palavrão" familiar com o verbete formal e irônico do dicionário.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Diz que as assonâncias são desprezadas, por serem recursos predominantemente poéticos. O texto não despreza assonâncias; pelo contrário, usa a repetição de sons vocálicos (por exemplo, a repetição do "ão" em "palanfrão", "palanfrório", "bolodório") como recurso estilístico intencional. Além disso, assonâncias não são exclusivas da poesia. Erro: generaliza indevidamente e contradiz o texto.

Gabarito: letra D.

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