Pular para o conteúdo principal

Questão de Português — Morfologia - Verbos — FCC 2018

PortuguêsMorfologia - Verbos
Código
fc043478
Banca
FCC
Órgão
Câmara Legislativa do Distrito Federal
Ano
2018
Cargo
Psicólogo Organizacional
Observando-se a construção da frase Não creio que se deve propriamente lamentar esse vazio nos textos da Lei Maior, é correto afirmar que
  1. Aa oração Não creio tem por sujeito a oração subsequente.
  2. Bno caso de substituição da forma Não creio por Não é crível, o sujeito manter-se-á o mesmo.
  3. Cos termos nos textos e da Lei Maior são complementos verbais.
  4. Dno caso de substituição de Não creio por Não tenho a convicção, a regência seguinte passará a ser nominal.
  5. Euma forma da voz ativa equivalente a que se deve propriamente lamentar é que deve ser propriamente lamentado.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — no caso de substituição de Não creio por Não tenho a convicção, a regência seguinte passará a ser nominal.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Regência verbal e nominal — "Não creio" vs. "Não tenho a convicção"

Gabarito: letra D. A questão pede a análise da regência na substituição de "Não creio" por "Não tenho a convicção". A alternativa D é a única correta, pois a regência passa de verbal (com objeto direto oracional) para nominal (com complemento nominal regido pela preposição "de").

Análise das alternativas

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que "a oração Não creio tem por sujeito a oração subsequente". Na verdade, o sujeito de "creio" é eu (elíptico), e a oração "que se deve..." funciona como objeto direto (oração subordinada substantiva objetiva direta). O sujeito não é a oração subsequente.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Diz que, substituindo "Não creio" por "Não é crível", o sujeito se mantém. Porém, em "Não é crível", o sujeito é oracional (a oração "que se deve..."); já em "Não creio", o sujeito é "eu". O sujeito muda completamente.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Classifica "nos textos" e "da Lei Maior" como complementos verbais. "nos textos" é adjunto adverbial de lugar/âmbito; "da Lei Maior" é adjunto adnominal de "textos". Nenhum dos dois é complemento do verbo "lamentar".

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A substituição de "Não creio" por "Não tenho a convicção" altera a regência:

  • "Não creio" rege objeto direto (oração objetiva direta com conjunção "que").

  • "Não tenho a convicção" tem núcleo nominal "convicção", que exige complemento nominal regido pela preposição "de" (convicção de que).

Portanto, a regência passa de verbal para nominal, exatamente como afirma a alternativa.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Propõe que "que se deve propriamente lamentar" equivale a "que deve ser propriamente lamentado". A primeira construção, com o "se" como índice de indeterminação do sujeito, está em voz ativa (sujeito indeterminado). A segunda é voz passiva analítica, com sujeito paciente. Embora em alguns contextos possam ser equivalentes, a banca reconhece que não há identidade completa, pois a voz e o sujeito são diferentes. Além disso, a alternativa não se sustenta diante da análise de regência.

Conclusão: A única alternativa que se apoia em uma diferença gramatical objetiva e correta é a D.

PEGA ESSA DICA!

Ao analisar regência, identifique o termo regente (verbo ou nome) e o termo regido (complemento). Verbos pedem objetos; nomes (substantivos, adjetivos, advérbios) pedem complementos nominais, sempre com preposição.

Link permanente: /questoes/fc043478