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Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2018

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fc043494
Banca
FCC
Órgão
Câmara Legislativa do Distrito Federal
Ano
2018
Cargo
Revisor de Textos
Com a frase Trata-se de um mistério que a ciência ainda não conseguiu decifrar, Monteiro Lobato,
  1. Aao referir-se a mistério, corrobora o matiz trágico que envolve o problema, em vão estudado por cientistas.
  2. Bmediante o uso jocoso de um lugar-comum, encarece o problema, afirmando que nem mesmo a ciência conseguiu resolvê-lo.
  3. Capós descrever o caso, opta por atribuir-lhe causa científica desconhecida, visto que se torna irrelevante sua importância na publicação de textos.
  4. Dao traçar um paralelo entre a ciência e as artes, em especial a literatura, espera encontrar um ponto de confluência na resolução do problema em pauta.
  5. Eapós atribuir ao fato uma envergadura heroica, pela referência a Homero com um bordão literário, diminui sua importância aproximando-o da ciência.
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GabaritoB — mediante o uso jocoso de um lugar-comum, encarece o problema, afirmando que nem mesmo a ciência conseguiu resolvê-lo.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

A frase de Lobato: lugar-comum jocoso sobre o erro de revisão

Gabarito: letra B. Monteiro Lobato, ao dizer que o fenômeno dos erros tipográficos que só aparecem depois da publicação é "um mistério que a ciência ainda não conseguiu decifrar", usa uma expressão popular (lugar-comum) de forma brincalhona (jocosa) para enfatizar o problema, dando a entender que nem a ciência o resolve. A resposta está no próprio texto: a fala de Lobato vem depois de descrever como os erros "se escondem" na revisão e "se tornam visibilíssimos" no livro impresso, e ele conclui com essa frase que, pelo tom, é uma hipérbole humorística.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que Lobato atribui um "matiz trágico" ao problema, mas o texto mostra tom bem‑humorado, não trágico. A expressão "mistério que a ciência não decifrou" é coloquial e quase irônica, não trágica. Além disso, o texto diz que os cientistas "ainda não conseguiram decifrar", não que estudaram "em vão" — isso é extrapolação.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Exatamente: Lobato emprega o lugar‑comum "mistério que a ciência não decifrou" de modo jocoso para encarecer (dar relevo) ao problema. A frase é uma hipérbole bem‑humorada, e o texto a insere em um contexto de luta "homérica" contra os erros, sem drama.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Diz que Lobato "atribui causa científica desconhecida" e que a importância do problema se torna irrelevante. O texto não afirma que a causa é científica nem que o problema perde importância; pelo contrário, Lobato quis destacar o quanto o fenômeno é intrigante.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Não há paralelo entre ciência e artes nessa frase. Lobato apenas menciona a ciência de passagem, sem traçar comparação com literatura ou artes. A referência anterior a Homero ("homérico") é uma metáfora, mas não está ligada à ciência.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Atribui à frase uma "referência a Homero" que na verdade está na fala anterior de Lobato ("algo de homérico"). A frase em questão não contém bordão literário; é um lugar‑comum. Além disso, Lobato não "diminui" a importância do problema ao aproximá‑lo da ciência — ele apenas usa a ciência como parâmetro de algo que não se resolve.

Gabarito: letra B

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