AEm ...fundindo a ambição do olhar à objetividade pela supressão dos obstáculos (2o parágrafo), a crase se deve ao fato de o termo sublinhado ser particularizado pelo segmento a ele subsequente.
BA crase em observáveis à vontade (2o parágrafo) deve-se à regência do adjetivo, de modo que pode ser suprimida caso o adjetivo seja substituído por um verbo.
CEmbora fosse correto utilizar crase em “reduzi-lo à imagem” (último parágrafo), poderia pensar-se assim que tal imagem já seria conhecida de antemão pelo enunciador.
DEm supera a subjetividade do testemunho (2o parágrafo), o uso de crase é opcional, uma vez que o termo sublinhado é preposição e a ele se segue um substantivo feminino.
ECaso se substitua o verbo sublinhado em absorver a distância material do outro (último parágrafo) por “ultrapassar”, o “a” subsequente deverá receber o sinal indicativo de crase.
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GabaritoC — Embora fosse correto utilizar crase em “reduzi-lo à imagem” (último parágrafo), poderia pensar-se assim que tal imagem já seria conhecida de antemão pelo enunciador.
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Crase – Interpretação textual
Gabarito: letra C. A única afirmativa correta é a C: "Embora fosse correto utilizar crase em 'reduzi-lo à imagem' (último parágrafo), poderia pensar-se assim que tal imagem já seria conhecida de antemão pelo enunciador." Isso se prova porque, no texto original, está escrito "reduzi-lo a imagem" (sem crase), tratando "imagem" como conceito geral. Se fosse empregada a crase ("à imagem), ocorreria a contração da preposição "a" (exigida por "reduzir") com o artigo definido "a", e o substantivo passaria a ser determinado, indicando imagem específica e já conhecida. A alternativa reconhece essa possibilidade, que está de acordo com a gramática normativa.
Alternativa A — ❌ Incorreta
A crase em "fundindo a ambição do olhar à objetividade" (2º parágrafo) decorre da regência do verbo "fundir" (VTI — exige preposição "a") + o artigo feminino de "objetividade", e não do fato de o termo ser "particularizado pelo segmento a ele subsequente". Não há nenhum segmento subsequente que determine o substantivo; o crase é obrigatório por regência, não por especificação. Erro: extrapolação (atribuir causa inexistente).
Alternativa B — ❌ Incorreta
A expressão "à vontade" é uma locução adverbial feminina fixa, que sempre recebe crase, independentemente da classe da palavra anterior. A regência do adjetivo "observáveis" não interfere na ocorrência da crase. Mesmo que se substitua o adjetivo por um verbo (ex.: "observar à vontade"), a crase se mantém, pois a locução não varia. Erro: contradiz a regra de locuções adverbiais femininas.
Alternativa C — ✅ Correta
Como demonstrado, a crase em "reduzi-lo à imagem" seria gramaticalmente correta, mas alteraria o sentido, passando de sentido genérico para específico. O texto original ("...e reduzi-lo a imagem e a conceitos...") não usa crase exatamente porque a imagem é tratada de modo indeterminado. Portanto, a afirmação da alternativa é verdadeira. Fundamentação: regra geral de crase antes de palavra feminina determinada.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Na passagem "supera a subjetividade do testemunho" (2º parágrafo), o verbo "superar" é transitivo direto, não rege preposição "a". Logo, não há crase porque não há encontro de preposição com artigo. O "a" é apenas artigo, e crase é impossível. Erro: ignorar a transitividade verbal.
Alternativa E — ❌ Incorreta
No trecho "absorver a distância material do outro" (último parágrafo), o verbo "absorver" é VTD, assim como "ultrapassar". A substituição não altera a regência: em ambos os casos, o complemento é objeto direto, sem preposição. Portanto, o "a" subsequente continua sendo apenas artigo, sem crase. Erro: supor que a troca do verbo introduziria preposição.
PEGA ESSA DICA!
Cara a cara não tem crase, isto é fácil de guardar; com palavra repetida não se deve 'crasear'
Em expressões com palavra feminina repetida (cara a cara, gota a gota, frente a frente, dia a dia) NÃO se usa crase.