Frase clara, coerente e em conformidade com a norma-padrão
Gabarito: letra E. A única alternativa que atende aos requisitos de clareza, coerência e correção gramatical é a E. Ela emprega corretamente o pronome relativo “cuja” com a preposição exigida pelo verbo “duvidar” (de que se duvida), mantém a concordância verbal e nominal, e apresenta uma estrutura sintática bem articulada, sem ambiguidades ou quebras lógicas.
Análise das alternativas
Alternativa A — ❌ Incorreta
“Por ser um romance apócrifo, não tiveram como definir a verdadeira identidade daquele que se escondeu sob o anonimato para que sua irreverente obra fosse conhecida, mas ao que tudo indica, chegarão a fixar a possível nacionalidade do autor.”
Erro: a frase carece de sujeito claro e coerência temporal. O verbo “tiveram” (3ª pessoa do plural) não tem referente definido — quem não teve como definir? Além disso, “chegarão” (futuro) contrasta com “tiveram” (pretérito), quebrando a sequência temporal lógica. O período é confuso e viola a clareza.
Alternativa B — ❌ Incorreta
“O que acabamos de descrever é exemplar de como funciona o que a palavra “oligarquia” significa; demonstra-se que o grande número de famílias mandantes atua, há décadas, naquele estado, e sintomaticamente, em causa própria.”
Erro: construção redundante e pouco clara. “exemplar de como funciona o que a palavra ... significa” é uma sequência prolixa e repetitiva (“funciona” e “significa” sobrepostos). Além disso, a locução “em causa própria” fica desgarrada e compromete a coesão.
Alternativa C — ❌ Incorreta
“O palestrante focalizou tema há décadas em debate, o do conflito entre pais e filhos, sustentando que cada geração toma como referencial o seu passado, o que não deve impedir de excluir nuanças e inovações.”
Erro: contradição interna e ambiguidade. A expressão “não deve impedir de excluir” sugere que o passado não deve bloquear a exclusão de nuanças, o que é ilógico (o esperado seria “não deve impedir a inclusão” ou “não deve excluir”). A frase é incoerente.
Alternativa D — ❌ Incorreta
“Em relação à sua própria história e da comunidade, pouco teve a acrescentar pois, como professor de música para jovens em situação de risco, todas as suas experiências tiveram bastante repercussão na mídia, o que propiciou o prêmio alcançado.”
Erro: problemas de paralelismo e coerência. “Em relação à sua própria história e da comunidade” deveria ser “à sua própria história e à da comunidade” (repetição da preposição). Além disso, há contradição entre “pouco teve a acrescentar” e a enumeração de experiências de grande repercussão, que sugerem o contrário.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
“Na aparente simplicidade da sua fala, reside a força que ele tem: suas palavras, na cadência de cuja espontaneidade ninguém duvida, alinhavam do mais superficial ao mais profundo assunto, harmonizando-os com a precisão e a sutileza que a ele todos vêm reputando.”
Acerto:
O pronome relativo “cuja” é corretamente antecedido pela preposição “de” exigida por “duvidar” (“de cuja espontaneidade ninguém duvida” = ninguém duvida da espontaneidade dessa cadência).
O verbo “reside” concorda com o sujeito “a força” (singular).
“alinhavam” (plural) concorda com “suas palavras”.
“harmonizando-os” retoma coerentemente os assuntos (implícitos na expressão “do mais superficial ao mais profundo assunto”).
“que a ele todos vêm reputando” mantém a regência do verbo “reputar” (reputar algo a alguém).
Não há desvios de concordância, regência, colocação pronominal ou lógica textual.
Conclusão: A única opção íntegra sob os três critérios (clareza, coerência, norma-padrão) é a letra E.