Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2018
Português›Interpretação de Textos
Código
fc043568
Banca
FCC
Órgão
Câmara Legislativa do Distrito Federal
Ano
2018
Cargo
Taquígrafo Especialista
Nesse texto, a autora,
Amantendo a objetividade necessária a um ensaio, retrata a sequência temporal em que foi sendo construída a ideia de sociedade que assegurasse uma vida coletiva digna e justa.
Bem sequências analíticas e explicativas, expõe e comenta ponderações sobre escritores que expressaram seus pensamentos sobre uma sociedade ideal.
Cem densa estrutura argumentativa, opõe sequências que dialogam entre si, o que lhe permite fazer um balanço das suas convergências e divergências, tendo como objetivo avaliá-las quanto a seus respectivos méritos.
Dvalendo-se de sequências imperativas, defende uma específica concepção de “utopia”, rejeitando certas divagações utópicas e defendendo a releitura de textos clássicos, como os de Voltaire, Montesquieu, Diderot.
Eanalisando textos de que cita a autoria e data, desenvolve seu particular entendimento acerca dos críticos que estudaram as utopias; ao expressar sua opinião, demonstra discordar de certos pontos de vista que eles defendem.
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GabaritoB — em sequências analíticas e explicativas, expõe e comenta ponderações sobre escritores que expressaram seus pensamentos sobre uma sociedade ideal.
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Objetivo do texto: identificar a atitude da autora diante do tema
Gabarito: letra B. A autora recorre a sequências analíticas e explicativas para expor e comentar as ponderações de escritores (Voltaire, Montesquieu, Diderot) e de comentadores (Baczko, Rihs) acerca de uma sociedade ideal. O texto não é imperativo, não julga méritos nem revela discordância pessoal — apenas apresenta e analisa ideias.
PROVA no texto: No primeiro parágrafo, a autora afirma que Baczko “assinala que a vontade de redimir a civilização moderna dos males […] está presente nas mais variadas formas do imaginário social”. Em seguida, ela expõe (“lembra o comentador, a bibliografia especializada…”) e comenta (“A imagem de homens livres e iguais… representa, em geral, o ideal de sociedade entre as correntes progressistas da época”). No segundo parágrafo, faz o mesmo com Rihs, destacando as “antinomias” e o descompasso entre ideário e observações de Voltaire e Montesquieu. Tudo isso configura uma estrutura expositivo-analítica, não argumentativa (não há tese própria defendida nem oposição de sequências).
Alternativa A — ❌ Incorreta
Erro: contradiz o texto (falso). O texto não retrata uma “sequência temporal” de construção da ideia. Ao contrário, reúne referências do século XVIII sem ordená‐las cronologicamente. A autora mantém um tom objetivamente expositivo, mas isso não é o foco do trecho: ela não “retrata sequência temporal”. O erro é de extrapolação (inserir uma ideia de temporalidade que o texto não sustenta).
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Acerto: A alternativa descreve exatamente o que o texto faz: “em sequências analíticas e explicativas, expõe e comenta ponderações sobre escritores que expressaram seus pensamentos sobre uma sociedade ideal”. Cada parágrafo apresenta um comentador (Baczko, Rihs) e exemplos de escritores, analisando suas visões utópicas. A autora não se limita a citar: ela comenta (“De modo análogo”, “Na mesma linha”) e explica as contradições (ex.: “descompasso entre o ideário social elitista de Voltaire e suas observações”). Portanto, a descrição é fiel.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Erro: generalização indevida (falso). O texto não apresenta “densa estrutura argumentativa” nem “opõe sequências que dialogam entre si” para “fazer um balanço das suas convergências e divergências” com o objetivo de “avaliá-las quanto a seus respectivos méritos”. A autora não emite juízo de valor sobre as ideias; ela apenas as expõe e relaciona. Não há avaliação de méritos. A alternativa confunde exposição com argumentação. A banca tenta seduzir o candidato com termos sofisticados (“densa estrutura argumentativa”), mas o texto é predominantemente expositivo.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Erro: contradiz o texto (falso). O texto não se vale de “sequências imperativas” (não há verbos no imperativo, ordens ou comandos). Também não “defende uma específica concepção de utopia” nem “rejeita certas divagações utópicas”. A autora não toma partido; ela descreve o pensamento de outros, inclusive mostrando como escritores que não defendiam a abolição da propriedade se fascinavam pelo ideal. D é uma extrapolação completa.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Erro: afirmação incompleta + extrapolação. Embora a autora cite autores e datas, ela não desenvolve seu particular entendimento acerca dos críticos nem “demonstra discordar de certos pontos de vista que eles defendem”. Pelo contrário, ela concorda com as observações de Baczko e Rihs – não há sinal de discordância. A alternativa projeta uma opinião crítica que não existe no texto. Erro de extrapolação.
NÃO CAIA NESSA!
Alternativa C usa termos como “densa estrutura argumentativa” e “avaliar méritos” para simular uma profundidade que o texto não tem. O aluno deve reconhecer que o texto é expositivo-analítico, não argumentativo.