Amor-próprio e a crônica confessional
Gabarito: letra A. A convicção de que o cuidado de si é mascaramento, segundo o texto, leva Braga a usar a crônica como uma "máquina de confessar", expondo suas impressões até a transparência total – uma verdadeira obsessão confessional. O segundo parágrafo comprova:
"O amor-próprio de Braga se revela no uso que faz da crônica. Em suas mãos, ela é, antes de tudo, uma máquina de confessar. Praticando-a, o cronista expõe as impressões, experiências e sentimentos que o atormentam; ao escrever, enxágua a alma até a mais absoluta transparência."
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa parafraseia fielmente o texto: a ideia de "obsessão confessional" corresponde a "máquina de confessar" e "expõe... até a mais absoluta transparência". O amor-próprio de Braga se manifesta nessa entrega total.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Erro: extrapolação. O texto não diz que o cronista acusa em si mesmo a máscara; ao contrário, ele revela seu amor-próprio por meio da crônica, sem autoacusação. A expressão "máscara do amor-próprio com a qual se protege" não encontra apoio.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Erro: extrapolação + troca de conceito. O texto não fala em "exorcismo" de qualidades pessoais nem em "temor ao excesso de amor-próprio". O cronista evita pessoas que cuidam de si, mas não demonstra medo; sua atitude é de desprezo pela monotonia, não de exorcismo.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Erro: contradiz o texto + opinião embutida. O texto afirma que as confissões são genuínas ("enxágua a alma até a mais absoluta transparência") e não sugere que o cronista se iluda ou que as confissões sejam ditadas por interesse de parecer sentimental. A alternativa insere um juízo cético que o texto não sustenta.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Erro: extrapolação. Não há menção a "linguagem com plena consciência de seu artifício" nem a "falsas confissões". Pelo contrário, o texto destaca a transparência e a sinceridade do confessar. A ideia de falsidade é completamente estranha ao texto.