Reescritura de comentário sobre o texto – Gabarito letra D
Gabarito: letra D. A única alternativa que reproduz com clareza, coesão e fidelidade o sentido do texto é a D, que parafraseia corretamente a ideia do poeta António Machado, presente no último parágrafo, de que os caminhantes traçam seu destino e que todos somos responsáveis pelos rumos que tomamos. Todas as demais alternativas apresentam desvios de regência, concordância, pontuação ou extrapolam informações não sustentadas pelo texto-base.
Alternativa A — ❌ Incorreta
"Tem motoristas que quando presos no trânsito congestionado chegam a sonhar em abandonar o carro, deixando-lhe no meio da pista e prosseguindo à pé."
Erro: extrapolação e desvios gramaticais. O texto fala em “abandonar o carro”, mas não menciona “deixar no meio da pista” (extrapolação). Além disso, “deixando-lhe” deveria ser “deixando-o” (o pronome "lhe" é para objeto indireto; carro é objeto direto) e “à pé” é crase proibida antes de palavra masculina (o correto é “a pé”). A redação não é clara nem correta.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"Acaba sendo um mal hábito as pessoas se acostumarem a pegarem o carro para irem a qualquer lugar, inclusive àqueles que lhe são bem próximos."
Erro: extrapolação + problemas de regência e concordância. O texto não afirma que usar carro é “mau hábito”; apenas descreve o desejo de abandoná-lo em congestionamentos. Gramaticalmente: “mal hábito” (deveria ser “mau hábito”), “se acostumarem a pegarem” (usa duas vezes o infinitivo flexionado de forma inadequada; o correto seria “se acostumarem a pegar”), e “lhe” (singular) não concorda com “àqueles” (plural; deveria ser “lhes”). A redação é confusa.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"Já é um lugar comum, dizer que a linha reta é o caminho mais próximo por que as pessoas parece não levar em conta de que outros podem ser mais desfrutáveis."
Erro: extrapolação e inadequações sintáticas. O texto não diz que a afirmação é “lugar comum”. A expressão “por que” (separado) está incorreta no contexto causal (deveria ser “porque”). “As pessoas parece” sofre erro de concordância (o verbo deveria ir para o plural: “parecem”). “levar em conta de que” é regência inadequada (o correto é “levar em conta que”). “Desfrutáveis” não é termo usado no texto para descrever outros caminhos (o texto usa “proveitoso, alegre, bonito, surpreendente”). Redação falha.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"O poeta referido no texto lembra-nos, num poema seu, que somos todos responsáveis pelos caminhos que devemos abrir e passar a percorrer."
Acerto: Paráfrase fiel e bem redigida. O texto informa que António Machado dizia que “o caminho se faz caminhando, que os caminhantes é que traçam e qualificam seu destino” e, na sequência, o autor afirma que essa convicção deveria inspirar “todos aqueles que sentem seu compromisso com os rumos e o andamento da civilização”. A alternativa condensa essas ideias: “somos todos responsáveis pelos caminhos que devemos abrir e passar a percorrer” — não há acréscimo ou omissão de sentido, e a redação apresenta clareza, coesão e correção gramatical (pronome oblíquo "nos" corretamente colocado, regência adequada, concordância perfeita).
Alternativa E — ❌ Incorreta
"Tornando-se uma espécie de paradigma universal, a moderna velocidade nos impregna de urgências de cuja falta de sentido nem a todos costumam ocorrer."
Erro: extrapolação e construção confusa. O texto realmente afirma que “a velocidade se tornou uma espécie de paradigma geral”, mas não diz que ela “impregna de urgências” (extrapolação). A oração “de cuja falta de sentido nem a todos costumam ocorrer” é ambígua e mal estruturada: o sujeito de “costumam” não está claro, e a relação de posse (“cuja”) é inadequada. O texto não menciona “falta de sentido” da velocidade. Redação incoerente e incorreta.
Conclusão: Apenas a alternativa D reproduz com fidelidade e correção o conteúdo do texto, sendo a resposta exigida pela questão.