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Questão de Engenharia Elétrica — Máquinas Elétricas — FCC 2018

Engenharia ElétricaMáquinas Elétricas
Código
fc045186
Banca
FCC
Órgão
EMAE-SP
Ano
2018
Cargo
Engenheiro - Elétrica
Uma máquina síncrona de polos salientes possui 4 pares de polos e está ligada e operando em regime permanente junto de uma rede elétrica trifásica de 60,0 [Hz], como um gerador elétrico, com ângulo de carga de 15° elétricos. Nessa condição,
  1. Aa velocidade do campo magnético girante do estator varia de acordo com o escorregamento da máquina e é menor que a velocidade síncrona.
  2. Ba velocidade do campo magnético girante do rotor varia de acordo com o escorregamento da máquina e é menor que a velocidade síncrona.
  3. Ca velocidade síncrona do gerador é de 1800 [RPM].
  4. Do campo magnético girante do estator da máquina está atrasado de 15° elétricos do campo magnético solidário ao rotor da máquina.
  5. Eo campo magnético girante do rotor da máquina está atrasado de 15° elétricos do campo magnético solidário ao estator da máquina.
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GabaritoD — o campo magnético girante do estator da máquina está atrasado de 15° elétricos do campo magnético solidário ao rotor da máquina.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Máquina síncrona de polos salientes – Ângulo de carga

A questão testa o conceito de ângulo de carga (δ) em gerador síncrono e a relação entre os campos magnéticos do estator e do rotor. Em regime permanente, a máquina síncrona opera sem escorregamento (escorregamento nulo), ao contrário da máquina de indução. O ângulo de carga é o ângulo elétrico entre o campo magnético do rotor (eixo do rotor) e o campo magnético girante do estator. Para um gerador, o campo do rotor está adiantado em relação ao campo do estator (o rotor “puxa” o campo do estator).

Alternativa A — Incorreta

Afirma que a velocidade do campo magnético girante do estator varia com o escorregamento e é menor que a síncrona. Em máquina síncrona, o escorregamento é nulo; o campo do estator gira exatamente à velocidade síncrona, não variando.

Alternativa B — Incorreta

Afirma que a velocidade do campo magnético girante do rotor varia com o escorregamento e é menor que a síncrona. Em máquina síncrona, o rotor gira à velocidade síncrona (escorregamento nulo). O campo do rotor é solidário ao rotor e também gira à velocidade síncrona.

Alternativa C — Incorreta

Calcula a velocidade síncrona: ns=120fp=1206042=72008=900 RPMn_s = \frac{120 \cdot f}{p} = \frac{120 \cdot 60}{4 \cdot 2} = \frac{7200}{8} = 900 \text{ RPM}. O enunciado diz 4 pares de polos, ou seja, 8 polos. A alternativa afirma 1800 RPM, que seria para 4 polos (2 pares). Portanto, errada.

Alternativa D — Correta

Em um gerador síncrono, o campo magnético do rotor (solidário ao rotor) está adiantado em relação ao campo magnético girante do estator. O ângulo de carga δ = 15° elétricos é exatamente o ângulo de atraso do campo do estator em relação ao campo do rotor. A alternativa afirma que o campo do estator está atrasado de 15° elétricos do campo solidário ao rotor, o que está correto.

Alternativa E — Incorreta

Afirma o contrário: campo do rotor atrasado em relação ao estator. No gerador, o rotor está adiantado; no motor, o rotor está atrasado. Como a máquina opera como gerador, a alternativa está errada.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre gerador e motor quanto ao sinal do ângulo de carga. Em gerador, o rotor adianta; em motor, atrasa. Além disso, o cálculo da velocidade síncrona exige cuidado com o número de polos (pares vs. total).

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