Questão de Direito Constitucional — Controle de Constitucionalidade — FCC 2018
Direito Constitucional›Controle de Constitucionalidade
Código
fc046316
Banca
FCC
Órgão
PGE-TO
Ano
2018
Cargo
Procurador do Estado
Determinado Estado da Federação editou lei instituindo gratificação financeira mensal, a ser acrescida ao subsídio pago ao Governador e ao Vice-Governador, sendo devida em razão do exercício de segundo mandato eletivo no mesmo cargo. Essa norma inspirou a previsão em Lei Orgânica Municipal de igual vantagem econômica para beneficiar Prefeito e Vice-Prefeito. Considerando a Constituição Federal e a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal − STF,
Aapenas a lei municipal contraria a Constituição Federal, mas não poderá ser objeto de ação direta de inconstitucionalidade perante o STF, ainda que possa ser objeto de arguição de descumprimento de preceito fundamental.
Bambas as leis são compatíveis com a Constituição Federal, mas a gratificação somente poderá ser paga aos titulares dos mandatos eletivos se observado o limite remuneratório máximo imposto pela Constituição Federal aos agentes políticos beneficiados.
Cambas as leis contrariam a Constituição Federal, mas, na hipótese de violarem também a Constituição do respectivo Estado, caberá apenas ao Tribunal de Justiça, e não ao STF, o exercício do controle abstrato e principal de sua constitucionalidade, sendo permitida a interposição de recurso extraordinário contra o acórdão proferido pelo Tribunal estadual.
Dambas as leis contrariam a Constituição Federal, podendo a lei estadual ser objeto de ação direta de inconstitucionalidade perante o Tribunal de Justiça caso a Constituição do respectivo Estado reproduza a norma da Constituição Federal que dispõe sobre a matéria.
Eapenas a lei estadual contraria a Constituição Federal, podendo ser objeto de ação direta de inconstitucionalidade perante o Tribunal de Justiça caso a Constituição do respectivo Estado reproduza a norma da Constituição Federal que dispõe sobre a matéria, sendo permitida a interposição de recurso extraordinário contra o acórdão proferido pelo Tribunal estadual.
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GabaritoD — ambas as leis contrariam a Constituição Federal, podendo a lei estadual ser objeto de ação direta de inconstitucionalidade perante o Tribunal de Justiça caso a Constituição do respectivo Estado reproduza a norma da Constituição Federal que dispõe sobre a matéria.
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Direito Constitucional – Controle de Constitucionalidade e Remuneração de Agentes Políticos
Gabarito: letra D. Ambas as leis (estadual e municipal) são inconstitucionais, pois criam gratificação vinculada ao segundo mandato, o que viola o princípio da igualdade e a jurisprudência consolidada do STF (ADI 119 e outras). A lei estadual pode ser objeto de Ação Direta de Inconstitucionalidade perante o Tribunal de Justiça local se a Constituição estadual reproduzir a norma federal que veda tal vantagem. A lei municipal, por sua vez, não pode ser objeto de ADI no STF, mas pode ser questionada via Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental.
A questão exige conhecimento da jurisprudência do STF sobre a impossibilidade de criação de vantagens financeiras atreladas à reeleição. O entendimento é que tal prática afronta o princípio republicano e a igualdade entre os mandatos.
Gratificação por 2º mandato
1Inconstitucional (STF)
Lei estadual
ADI no TJ (se CE reproduz CF)
ADI no STF (violação direta)
Lei municipal
ADPF (STF)
Controle difuso
2Princípios violados
Republicano
Igualdade entre mandatos
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que apenas a lei municipal é inconstitucional. Na verdade, ambas o são. A parte sobre a impossibilidade de ADI no STF para a lei municipal está correta, mas a premissa de que apenas a lei municipal é inconstitucional é falsa.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Considera ambas as leis compatíveis com a CF, desde que observado o teto remuneratório. O erro está em presumir que a gratificação é válida, pois a jurisprudência do STF a veda independentemente do teto.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que o controle abstrato caberia apenas ao TJ, excluindo o STF. Na verdade, a lei estadual pode ser objeto de ADI tanto no STF (por violação direta à CF) quanto no TJ (caso a Constituição estadual reproduza a norma). A alternativa nega indevidamente a competência do STF.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Reconhece que ambas as leis são inconstitucionais e que a lei estadual pode ser atacada por ADI perante o TJ se a Constituição estadual reproduzir a norma federal. É a única alternativa que reflete corretamente a jurisprudência e as regras de controle de constitucionalidade.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que apenas a lei estadual é inconstitucional. Ambas são, e a lei municipal também viola a CF, sendo passível de controle difuso ou ADPF, mas não de ADI no TJ.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta induzir o candidato a acreditar que apenas uma das leis (estadual ou municipal) é inconstitucional, quando ambas o são. Além disso, busca confundir quanto ao órgão competente para o controle abstrato: lembre-se de que a lei estadual pode ser questionada no TJ se houver reprodução da norma federal (simetria), mas isso não exclui a competência do STF.
PEGA ESSA DICA!
Memorize que a criação de vantagens financeiras vinculadas ao fato de o agente político estar em segundo mandato é vedada pela jurisprudência do STF. Em questões de controle de constitucionalidade, verifique sempre se a norma questionada é estadual ou municipal, pois as vias de controle diferem.