A expressão sublinhada no trecho como querem os militantes mais entusiasmados tem função sintática equivalente à também sublinhada em:
AO critério é só emotivo...
Bpara gozar da plenitude de direitos...
CTudo caminha para que os animais de estimação se integrem...
Dum ex-marido reivindica o direito de visitação à cadela...
Eestamos condenados a agir com incoerência.
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GabaritoC — Tudo caminha para que os animais de estimação se integrem...
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Função sintática de orações adverbiais
Gabarito: letra C. A expressão "como querem os militantes mais entusiasmados" é uma oração subordinada adverbial de conformidade — modifica o verbo "serão" (ou toda a oração anterior), indicando o modo conforme o qual algo se dá. No texto:
"Não creio que bichos poderão um dia ser titulares de direitos em sua plenitude, como querem os militantes mais entusiasmados."
A banca pede a alternativa cuja expressão sublinhada exerça função sintática equivalente, ou seja, também uma oração subordinada adverbial. A única que atende é a letra C:
"Tudo caminha para que os animais de estimação se integrem cada vez mais..."
Aqui, "para que os animais de estimação se integrem" é oração subordinada adverbial final, com verbo conjugado e função adverbial. Apesar de a circunstância ser diferente (conformidade vs. finalidade), ambas são orações subordinadas adverbiais — daí a equivalência sintática.
Orações subordinadas adverbiais: Conformidade (Conectivo: "como", Ex.: "como querem os militantes"); Final (Conectivo: "para que", Ex.: "para que os animais se integrem"); Outras circunstâncias (Temporal ("quando"), Condicional ("se"), Concessiva ("embora"), Causal ("porque")); Características (Verbo conjugado, Função de adjunto adverbial)
Alternativa A — ❌ Incorreta
"O critério é só emotivo..."
"Só emotivo" é predicativo do sujeito — atribui uma característica ao sujeito "o critério" por meio de verbo de ligação. Não é oração nem adjunto adverbial, portanto função diferente.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"para gozar da plenitude de direitos..."
"Para gozar da plenitude de direitos" é uma locução prepositiva de finalidade, mas não é uma oração — é uma locução verbal reduzida de infinitivo sem sujeito explícito. O original exige uma oração desenvolvida com verbo conjugado.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"reivindica o direito de visitação à cadela"
"À cadela" é complemento nominal do substantivo "visitação" (visitação a alguém). Trata-se de termo ligado a nome, não de oração adverbial.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"estamos condenados a agir com incoerência"
"A agir com incoerência" é complemento nominal do adjetivo "condenados" (condenados a algo). Também não é oração adverbial.
PEGA ESSA DICA!
Para identificar orações subordinadas adverbiais, procure conectivos como "como", "para que", "quando", "se", "embora", "conforme" seguidos de verbo conjugado. A função sintática é sempre de adjunto adverbial do verbo principal.
NÃO CAIA NESSA!
Sujeito nunca tem preposição
Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.