Questão de Contabilidade de Custos — Sistemas de Custeio — FCC 2018
- Código
- fc047297
- Banca
- FCC
- Órgão
- Prefeitura de São Luís - MA
- Ano
- 2018
- Cargo
- Auditor Fiscal de Tributos I - Geral
- A1.900
- B3.000
- C2.100
- D2.625
- E2.715
GabaritoB — 3.000
Gabarito: letra B. O ponto de equilíbrio econômico é de 3.000 unidades, calculado pela fórmula (Custos Fixos Totais + Lucro Desejado) / Margem de Contribuição Unitária. A margem de contribuição unitária é R$ 70 (preço de venda R$ 100 menos todos os custos e despesas variáveis: R$ 30). Os custos fixos totais somam R$ 80.000 (R$ 60.000 de custos fixos de produção + R$ 20.000 de despesas fixas). Aplicando: (80.000 + 130.000) / 70 = 210.000 / 70 = 3.000 unidades.
Custos e despesas variáveis por unidade:
Item | Valor (R$) |
|---|---|
Matéria-prima | 10,00 |
Mão de obra direta | 5,00 |
Despesas variáveis | 2,00 |
Comissões (3% de R$ 100) | 3,00 |
Impostos (10% de R$ 100) | 10,00 |
Total variável por unidade | 30,00 |
Margem de Contribuição Unitária = Preço – Total Variável = R$ 100,00 – R$ 30,00 = R$ 70,00.
Custos e despesas fixas totais:
Custos fixos (produção): R$ 60.000
Despesas fixas: R$ 20.000
Total fixo: R$ 80.000
Lucro desejado: R$ 130.000
Ponto de Equilíbrio Econômico (em unidades) = (R$ 80.000 + R$ 130.000) / R$ 70,00 = R$ 210.000 / R$ 70 = 3.000 unidades.
Esse valor não corresponde a nenhum resultado obtido com a combinação correta de dados. Pode surgir de um erro na soma dos custos fixos (ex.: considerando apenas R$ 60.000 e lucro desejado de R$ 130.000 dividido por margem incorreta) ou do uso de uma margem de contribuição equivocada.
Como demonstrado, 3.000 unidades é o resultado exato do cálculo.
Valor que poderia ser obtido se, por exemplo, a margem de contribuição fosse calculada como R$ 100 – (10+5+2+3) = R$ 80, ignorando os impostos, e os custos fixos fossem apenas R$ 60.000: (60.000+130.000)/80 = 190.000/80 = 2.375 (não exato). Ou se houver outro equívoco na alocação de custos.
Pode originar-se de considerar as despesas fixas como variáveis ou de usar uma margem de contribuição de R$ 80 (sem impostos) e custos fixos totais corretos: (80.000+130.000)/80 = 210.000/80 = 2.625. Esse cálculo evidencia o erro de omitir os impostos (R$ 10) dos custos variáveis.
Valor mais próximo do gabarito, obtido ao esquecer as despesas fixas (R$ 20.000). Considerando apenas os custos fixos de produção de R$ 60.000, o cálculo seria: (60.000+130.000)/70 = 190.000/70 ≈ 2.714,29, arredondado para 2.715. Essa é a pegadinha clássica: não incluir as despesas fixas no numerador.
A alternativa E (2.715) é o distrator mais perigoso. O candidato soma corretamente a margem de contribuição (R$ 70) e o lucro desejado (R$ 130.000), mas esquece de adicionar as despesas fixas (R$ 20.000) aos custos fixos de produção, utilizando apenas R$ 60.000. Na hora da prova, lembre-se de que todos os gastos fixos (produção e administração/vendas) entram no cálculo do ponto de equilíbrio.
Gabarito: letra B.
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