Interpretação do texto "Usos da razão" de Saramago
Gabarito: letra D. A alternativa D é a única que parafraseia corretamente a tese do autor: a imaginação não deve se sobrepor à razão quando desvia do caminho ético, conforme defende o texto ao afirmar que a imaginação "aceita a prevalência da razão" e que a razão deve orientar-se para dignificar a vida humana.
Alternativa A — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que a imaginação pode sobrepor-se à razão ("um texto seu chega mesmo a sobrepor-se diante dos recursos racionais"), o que contradiz o texto. Saramago escreve: "a imaginação é o ponto de partida, mas o caminho a partir daí pertence à razão" e "aceita a prevalência da razão". Logo, a imaginação não prevalece.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Diz que Saramago "não admite a possibilidade de que a razão seja credora de ética". O texto, ao contrário, critica o uso da razão sem ética: "uma razão que não se orienta para dignificar a vida humana... é uma razão de que se faz um mau uso". Portanto, ele admite que a razão pode ser usada contra a ética, mas não a defende. A alternativa inverte o sentido.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Apresenta um erro de coesão ("cujo o risco", o artigo é indevido) e uma afirmação não sustentada: o texto não diz que o risco de usar a razão contra si mesma é irracional. Ele diz que a razão se torna "uma arma destrutiva", mas não qualifica o risco. Além disso, a redação é confusa, violando a clareza exigida.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Reescreve com fidelidade a posição do autor: não se deixar levar pela imaginação se ela desviar do caminho ético da razão. O texto afirma que a razão deve servir à ética e que a imaginação aceita a prevalência da razão. A alternativa é coerente e correta.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Redação confusa e com erro de pontuação ("Seja qual for, a força da imaginação,"). A ideia de que a imaginação "não pode preponderar em virtude da razão" é ambígua e poderia ser interpretada como negação da prevalência da razão, o que contraria o texto. Além disso, não se alinha à defesa da razão ética feita pelo autor.
Conclusão: A única alternativa que expressa corretamente o pensamento de Saramago, com clareza e coerência, é a D.