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Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2018

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fc047437
Banca
FCC
Órgão
SABESP
Ano
2018
Cargo
Advogado
Está clara, coerente e correta a redação deste livre comentário sobre o texto:
  1. AConquanto a imaginação seja importante para quem escreve, há vezes em que um texto seu chega mesmo a sobrepor-se diante dos recursos racionais.
  2. BSaramago não admite a possibilidade de que a razão seja credora de ética, onde as pessoas são capazes de usá-la contra suas próprias qualidades.
  3. CO temor manifesto de Saramago é o de que o uso da razão voltada contra si mesma implica numa arma destrutiva cujo o risco acaba sendo irracional.
  4. DO autor do texto afirma não se deixar levar pela força da imaginação, se esta representar um desvio do caminho ético a ser trilhado pela razão.
  5. ESeja qual for, a força da imaginação, não pode preponderar em virtude da razão, ainda quando o comando ético é imprescindível ao precisar se impor.
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GabaritoD — O autor do texto afirma não se deixar levar pela força da imaginação, se esta representar um desvio do caminho ético a ser trilhado pela razão.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Interpretação do texto "Usos da razão" de Saramago

Gabarito: letra D. A alternativa D é a única que parafraseia corretamente a tese do autor: a imaginação não deve se sobrepor à razão quando desvia do caminho ético, conforme defende o texto ao afirmar que a imaginação "aceita a prevalência da razão" e que a razão deve orientar-se para dignificar a vida humana.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que a imaginação pode sobrepor-se à razão ("um texto seu chega mesmo a sobrepor-se diante dos recursos racionais"), o que contradiz o texto. Saramago escreve: "a imaginação é o ponto de partida, mas o caminho a partir daí pertence à razão" e "aceita a prevalência da razão". Logo, a imaginação não prevalece.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Diz que Saramago "não admite a possibilidade de que a razão seja credora de ética". O texto, ao contrário, critica o uso da razão sem ética: "uma razão que não se orienta para dignificar a vida humana... é uma razão de que se faz um mau uso". Portanto, ele admite que a razão pode ser usada contra a ética, mas não a defende. A alternativa inverte o sentido.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Apresenta um erro de coesão ("cujo o risco", o artigo é indevido) e uma afirmação não sustentada: o texto não diz que o risco de usar a razão contra si mesma é irracional. Ele diz que a razão se torna "uma arma destrutiva", mas não qualifica o risco. Além disso, a redação é confusa, violando a clareza exigida.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Reescreve com fidelidade a posição do autor: não se deixar levar pela imaginação se ela desviar do caminho ético da razão. O texto afirma que a razão deve servir à ética e que a imaginação aceita a prevalência da razão. A alternativa é coerente e correta.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Redação confusa e com erro de pontuação ("Seja qual for, a força da imaginação,"). A ideia de que a imaginação "não pode preponderar em virtude da razão" é ambígua e poderia ser interpretada como negação da prevalência da razão, o que contraria o texto. Além disso, não se alinha à defesa da razão ética feita pelo autor.

Conclusão: A única alternativa que expressa corretamente o pensamento de Saramago, com clareza e coerência, é a D.

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