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Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2018

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fc047439
Banca
FCC
Órgão
SABESP
Ano
2018
Cargo
Advogado
Ao dizer que não pode aceitar que a razão seja usada contra a razão, o autor do texto justifica-se pelo fato de que,
  1. Aao se recusar a um uso ético, a razão deixa de agir em favor da vida.
  2. Bao se mobilizar pela ética, a razão pode contrariar seus próprios princípios.
  3. Cquando incorre nesse erro, ela empresta seu poder à esfera da imaginação.
  4. Dquando o homem racionaliza contra si mesmo, já não age de modo prático.
  5. Eao retificar seus princípios básicos, a razão se propõe como uma nova ética.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — ao se recusar a um uso ético, a razão deixa de agir em favor da vida.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Compreensão textual – justificativa do autor

Gabarito: letra A. A justificativa do autor para não aceitar que a razão seja usada contra a razão está na consequência ética: quando a razão se recusa a servir à ética, ela deixa de agir em favor da vida. O texto é explícito no segundo parágrafo:

"uma razão que não é conservadora da vida, uma razão que não defende a vida, uma razão que (pondo a coisa num terreno mais prático, mais imediato) não se orienta para dignificar a vida humana, para respeitá-la, muito simplesmente para alimentar o corpo, para defender da doença, para defender de tudo o que há de negativo e que nos cerca, e que desgraçadamente é também produto da razão, é uma razão de que se faz um mau uso."

A frase "não posso aceitar que a razão seja usada contra a razão" é imediatamente explicada por essa passagem: usar a razão contra a razão é usá-la sem ética, contra a vida. A alternativa A parafraseia essa ideia corretamente.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A opção afirma que "ao se recusar a um uso ético, a razão deixa de agir em favor da vida". Isso corresponde exatamente ao texto: a razão que não defende a vida é um mau uso. O autor justifica sua recusa com esse argumento.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O texto diz o oposto: a razão deve ser ética e, quando o é, age a favor da vida. A alternativa sugere que a ética poderia levar a razão a contrariar seus próprios princípios, o que não está no texto. É uma extrapolação (acrescenta juízo não autorizado).

Alternativa C — ❌ Incorreta

O texto não relaciona o uso antitético da razão com a imaginação. No primeiro parágrafo, o autor afirma que a imaginação aceita a prevalência da razão, não que a razão empreste poder à imaginação. Há tangenciamento (fuga ao tema central).

Alternativa D — ❌ Incorreta

O autor menciona o homem racional que usa a razão contra si mesmo, mas não conclui que ele "já não age de modo prático". Pelo contrário, o texto critica a razão que não se volta para o prático (alimentar o corpo, defender a doença). A alternativa força uma conclusão que o texto não sustenta (extrapolação).

Alternativa E — ❌ Incorreta

O autor não propõe uma "nova ética" nem diz que a razão retifica seus princípios. Ele defende que a razão deve ser ética, e quando não o é, torna-se destrutiva. A alternativa contradiz o texto ao sugerir uma transformação que não está descrita.

Gabarito: letra A.

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